DA ESCOLA P£‘BLICA PARANAENSE 2011. 11. 23.¢  Os Ca£§adores-Coletores do Interior e os Pescadores-Coletores

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  • O PROFESSOR PDE E OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE

    Produção Didático-Pedagógica 20 07

    Versão Online ISBN 978-85-8015-038-4 Cadernos PDE

    VO LU

    M E I

    I

  • Portal Educacional do Estado do Paraná

    Sessão expira em:

    Proposta Nº 7298 Situação do OAC:

    Autor:

    Estabelecimento:

    Ensino:

    Disciplina:

    Conteúdo Estruturante:

    Conteúdo Específico:

    Palavras-chave:

    Rascunho

    LILIAN MARY ALBERTON

    JOAO TURIN, C E - E FUND_MEDIO

    ENSINO FUNDAMENTAL - ANOS FINAIS

    HISTORIA

    RELAÇÕES CULTURAIS

    História do Paraná

    19 minutos e

    50 segundos

    Obs.: Caso haja mais de uma palavra-chave, separá-las por vírgula. Máximo: 10 palavras Indígena- Para

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    Problematização do Conteúdo

    Este OAC tem como temática o Indígena Paranaense, baseado no princípio que somente protegemos e valorizamos aquilo que conhecemos e aprendemos a respeitar, portanto, é de suma importância que alunos e professores através do conhecimento das especificidades dos povos indígenas que habitam nosso estado, conheçam e se engajem na luta pela preservação da cultura destes povos.

    O interesse pela cultura indígena também pode contribuir para melhorar a qualidade de vida das comunidades nativas atuais . Isso porque a população se percebe herdeira de saberes que melhoram seu cotidiano, enriquecem a cultura popular, resgatam a memória coletiva e ampliam a cidadania.

    Antes da chegada dos colonizadores, o índio soube viver bem. Após cinco séculos de intensa luta pela sobrevivência, merece ter sua memória registrada, poder construir melhores condições de vida e sonhar com um futuro quando ainda possa cultivar as suas formas originais de vida.

    No Paraná, existem índios Kaingang, Guarani, sendo que existem poucos representantes dos povos Xetá e a maioria dos Xokleng atualmente vive no estado de Santa Catarina, enquanto que os demais encontram-se em terras demarcadas e não-demarcadas no Paraná. Muito pouco se sabe das culturas desses povos, por isso este OAC tem como objetivo divulgar informações sobre os índios que habitavam e e habitam o Paraná a fim de valorizar o patrimônio cultural dessas populações.

    Grande parte do que nós, não-índios, conhecemos sobre a história e a cultura dos povos indígenas.os índios são fatos fragmentados, histórias superficiais e imagens genéricas, enormemente empobrecedoras da realidade. A começar da maneira muitas vezes preconceituosa ou desinformada como atividade ou práticas escolares e livros didáticos tratam do assunto. E a mídia, de modo geral, também não contribui muito para uma melhor compreensão da realidade indígena. A coisa mais comum de se ler, ver ou ouvir na imprensa são notícias com os nomes das "tribos" trocados, grafados ou pronunciados de maneira aleatória. Não raro, um determinado povo indígena é associado a locais onde nunca viveu, ou ainda a imagens que, na verdade, são de outra etnia.

    A diversidade sociolingüística dos índios no Brasil somente teve lugar de direito na legislação brasileira a partir da promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, quando foram reconhecidos em sua organização social, sua produção cultural transmitida por meio de processos próprios de

  • aprendizagem, suas instituições educativas, seus territórios e seus direitos de autodeterminação.

    Segundo Mota que é pesquisador , historiador, antropólogo, da universidade de Maringá nos séculos XVI, XVII e XVIII a conquista dos territórios e populações indígenas do Tibagi era justificada em nome do "Rei" (Espanha ou Portugal)e de "Deus"(Reduções Jesuíticas), foi nesse momento que os conquistadores, além de escravizar enormes contingentes de populações indígenas, passaram a veicular os elementos básicos da sua cultura através dos padres Jesuítas. No entanto, a análise das relações brancos e índios, não pode ser dicotômica índios contra brancos. Deve-se considerar os grupos invasores e seus interesses localizados, as etnias Guarani e os grupos Jê (Kaingang e Xokleng) que eram inimigos entre si e, as alianças ocorridas entre esses grupos, explicitas ou não, o fato de um determinado momento um grupo indígena, que era refratário a pregação dos padres, procurar as reduções pode ter sido apenas uma estratégia política momentânea para se livrar dos invasores paulistas ou do trabalho escravo das encomiendas espanholas. No século XIX, a conquista ocorreu em nome da "Nação Brasileira" que se fundava, a usurpação dos territórios indígenas foram justificadas em nome da questão nacional e muitas vezes do perigo externo. Nesse século XX temos um novo componente justificando a destruição do que sobrou dos territórios Kaingang no Tibagi. Em nome do "Progresso" extensas áreas foram invadidas, desmatadas e transformadas em campos agrícolas e, agora no final do século a Companhia Elétrica do Paraná (Copel), também em nome do "progresso", vai construir várias barragens no rio Tibagi, e uma delas vai inundar as terras baixas da reserva onde estão localizadas as àreas que restaram das florestas onde viviam os kaingang. Abre nos territórios Kaingang do Tibagi uma nova frente de luta contra um novo conquistador as companhias hidrelétricas assessoradas por equipes de pesquisadores que elaboram relatórios de impactos ambientais e sociais e justificam a conquista em nome do progresso da sociedade envolvente.

    É nesse contexto histórico de atendimento às diferenças e à diversidade cultural, que professores e alunos através do conhecimento das populações indígenas paranaenses buscarão valorizar e manter o patrimônio cultural e lingüístico dessas populações.

    Referências Bibliográficas:

    Mota, Lúcio Tadeu.A Guerra de Conquista nos Territórios dos ìndios Kaingang do Tibagi. Texto apresentado na V Encontro Regional de História- ANPUH-PR-1996

    Vida Indígena no Paraná: Memória, presença , horizontes. PROVOPAR Ação Social- Paraná Curitiba-2006

    Investigação Disciplinar A HISTÓRIA INDÍGENA NO PARANÁ NOS TEMPOS REMOTOS

  • As evidências da existência de índios no que é hoje o território paranaense remontam à 8.000 atrás. Em 1958, um grupo de arqueólogos do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná foi comunicado de achados arqueológicos nas margens do rio Ivaí, no extremo oeste do Estado, na localidade de Cidade Gaúcha. As escavações, no sítio denominado José Vieira, demonstram a existência de dois povoamentos no local. O material lítico( feito de pedra) colhido nos níveis mais profundos das escavações e submetidos a datação registraram uma idade entre o oitavo e o nono milênio antes de nossa era. Isso significa acampamentos indígenas nas barrancas do Ivaí há oito mil anos. O material lítico colhido nas camadas superiores da jazida data de dois a três mil anos, significando novos acampamentos em épocas posteriores à primeira. Temos, portanto, num mesmo local, acampamentos em épocas distantes, quatro a cinco milênios um do outro, em que são verificadas grandes transformações no clima e na vegetação. Outras escavações foram realizadas nas margens do rio Paraná e datadas em oito mil anos, assim como as escavações realizadas no centro-leste do estado, na região de Vila Velha também com oito mil anos. A indústria lítica lascada do homem arcaico presente no norte paranaense se espalha ao longo do rio Ivaí. A 350 km subindo o Ivaí no Município de Manoel Ribas, no centro do Estado, pesquisas arqueológicas feitas em 1960 revelaram a existência de material lítico correspondendo aos do sítio José Vieira, datados em torno de sete a oito mil anos. Foi encontrada também uma grande quantidade de material cerâmico, datado em torno de 800. Igor Chmyz, pesquisador e arqueólogo da Universidade Federal do Paraná no artigo "Considerações sobre duas novas tradições cerâmica da arqueologia no estado do Paraná", discute as tradições ceramistas do Paraná e mostra a existência de índios por todo o Estado. Num outro artigo, o autor faz um resumo dos sítios cerâmicos do estado. A cerâmica indígena está sendo encontrada em todos os vales dos grandes rios, numa quantidade enorme de variações e fases culturais. As mais antigas datadas de 600 anos D.C e as mais novas, em torno de 1300 anos D.C. A região compreendida no quadrilátero formado pelos rios Tibagi a Leste, Paraná a oeste, Iguaçu ao sul e Paranapanema ao norte é uma grande área de terras férteis cortadas por centenas de rios e riachos, rica em animais e árvores frutíferas. Ela já se encontrava habitada por milhares de índios antes da chegada do branco europeu ao continente. A presen