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[Comporte-se]_ Questionamento Reflexivo

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compilação de artigos comportamentias

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  • 24/10/2014 [Comporte-se]: Questionamento reflexivo: como intervir de forma eficaz sem emitir regras

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    SEXTA-FEIRA, 10 DE OUTUBRO DE 2014

    POR: CARLOS AUGUSTO DE MEDEIROS

    Questionamento reflexivo: como intervir de forma eficazsem emitir regras

    As regras exercem um papel crucial na clnica comportamental por diversas razes: 1) os clientes podem vir terapiaemitindo comportamentos sob o controle de regras imprecisas ou que no se aplicam ao seu caso. Logo, tais regras precisam sersubstitudas por regras mais precisas ou mais adequadas sua realidade; 2) os comportamentos atuais dos clientes tambm podem sercontrolados por regras que foram precisas no passado, mas que, pelas mudanas nas contingncias que descreviam, precisam sermodificadas; 3) comum clientes no identificarem as variveis que controlam o seu comportamento, logo, regras devem serformuladas para descrever tais relaes comportamentais, de modo a facilitar a sua modificao; 4) a tendncia a seguir ou no regrasem geral pode estar intimamente relacionada a demanda do cliente, sendo necessrio intervir em repertrios generalizados deseguimento de regras; 5) por fim, muitas vezes os clientes descrevem com preciso as variveis que controlam os seuscomportamentos, porm, no possuem em seu repertrio respostas que atuariam sobre tais variveis. As regras teriam, nesses casos,a funo de propiciar a alterao de contingncias controladoras de comportamentos relevantes do cliente.

    Ao se verificar os papeis que as regras podem exercer na clnica, a sua emisso por parte do terapeuta surge como a formade interveno mais bvia. Sem dvida, desde que o terapeuta faa anlises funcionais cuidadosas acerca dos comportamentos do seucliente, a emisso de regras de acordo com tais anlises parece uma interveno vantajosa. Seus principais pontos fortes so o poucocusto que oferecem para o terapeuta para serem emitidas e a velocidade com que potencialmente produzem resultados em comparaocom outros mtodos.

    Medeiros (2010), a despeito das vantagens citadas acima, categrico ao afirmar que o terapeuta somente deve emitirregras para o seu cliente em condies bem especficas. O autor discorre sobre as possveis consequncias da emisso de regras peloterapeuta para argumentar em favor de sua tese. A sua linha de argumentao segue duas linhas principais. Na primeira, sugeridoque as regras emitidas tm menor probabilidade de seguimento que as autorregras emitidas pelo cliente. O cliente, provavelmente, sseguir as regras que esto em consonncia com o que j tenderia a fazer. Desse modo, este pode no seguir as regras emitidas peloterapeuta, o que talvez resultasse em alguns efeitos indesejveis, como, distores no relato de seguimento ou no da regra, resistncias regras apresentadas pelo terapeuta ou mesmo, no abandono da terapia. Ainda que o cliente siga as regras emitidas pelo terapeuta,outros efeitos colaterais indesejveis podem surgir, como a dependncia, a insensibilidade s contingncias e o risco de emisso deregras imprecisas pelo terapeuta que resultariam em no reforamento e em punio para o seu seguimento.

    A discusso acima parece implicar num paradoxo: ao mesmo tempo em que as regras assumem papeis to relevantes naclnica, a emisso delas pelos terapeutas trazem consequncias indesejveis ao tratamento. Da surge o questionamento acerca de qualseria a alternativa emisso de regras por parte do terapeuta que minimizasse as limitaes apontadas acima.Medeiros e Medeiros (2012), ao descreverem a Psicoterapia Comportamental Pragmtica, sugerem o procedimentochamado de Questionamento Reflexivo como alternativa emisso de regras pelo terapeuta. Apesar dasimilaridade com o Dilogo Socrtico das Terapias Cognitivas, o questionamento reflexivo se difere por seu cartermenos indutivo, principalmente por ser feito exclusivamente por meio de perguntas abertas.

    O questionamento reflexivo possui quatro objetivos principais: 1) levar o cliente a emitir autorregras analticas, isto ,regras que descrevam com preciso as variveis que controlam os seus comportamentos alvo; 2) levar o cliente a formular autorregrasacerca das modificaes que precisa fazer em seu ambiente, as quais resultaro na mudana dos comportamentos alvo (i.e., regrasmodificadoras de comportamentos). 3) testar hipteses de anlise funcionais de forma pouco indutiva, o que resultaria napossibilidade de confirmao ou refutao de modo mais confivel; 4) estabelecer o repertrio analtico no cliente.

    O questionamento reflexivo envolve cadeias de perguntas abertas que funcionam como estmulos discriminativos verbais,os quais criam condies para que o cliente, ao final delas, formule autorregras analticas e/ou modificadoras de comportamento. Ascadeias de perguntas no questionamento reflexivo so heterogneas, isto , as perguntas componentes das cadeias variam de acordocom os comportamentos alvo definidos a partir das anlises funcionais, com a autorregra a ser formulada, com cada cliente especficoe, obviamente, com as respostas dadas pelo cliente s perguntas do terapeuta a cada momento.

    No possvel estabelecer listas de perguntas prontas para a realizao do questionamento reflexivo, j que, cada perguntadeve ficar sob o controle discriminativo da fala anterior do cliente. Cada cadeia de perguntas no questionamento reflexivo diferente,precisando o terapeuta elaborar a prxima pergunta levando em considerao a fala do cliente. Isso ocorre devido a funo de reforode comportamento de ouvinte que as perguntas devem exercer. Se as perguntas no levam em considerao o que o cliente estavadizendo, pode-se considerar que as repostas do cliente foram colocadas em extino.

    O questionamento reflexivo em termos ideais deve se assemelhar a um dilogo comum. Quanto menos ele aparentar ser umprocedimento de interveno, menor a probabilidade de o cliente discriminar quais respostas sero reforadas pelo terapeuta. Caso ocliente discrimine quais autorregras sero reforadas pelo terapeuta, o questionamento no diferir, em termos funcionais, da emissode regras pelo terapeuta. Da decorre a relevncia do uso de perguntas abertas (i.e., aquelas que permitem grandes variedades derespostas) em detrimento de perguntas fechadas (i.e., perguntas cujas respostas sejam sim ou no).

    Geralmente as perguntas abertas so iniciadas por: qual..., o que..., com o que..., o quanto..., como... etc. Porexemplo: como o seu marido reage s suas crises de pnico?; o que voc acha da reao que ele tem s suas crises?, como vocgostaria que ele te tratasse nessas situaes?, como ele te tratava antes de voc comear a ter crises de pnico?, que impactos ascrises trouxeram para a sua relao?. Se tais perguntas forem feitas de forma fechada, as metas do terapeuta ficariam bvias para acliente, por exemplo: o seu marido cuida de voc quanto voc tem crises de pnico?, voc gosta do jeito de ele te trata quando voctem crises de pnico?, voc acha que ele passou a te dar mais ateno quando voc comeou a ter as crises de pnico?, voc achaque as crises de pnico aproximaram vocs dois?.

    Observando as duas listas de perguntas, fica clara a diferena delas quanto ao carter indutivo. Na segunda lista, o cliente

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  • 24/10/2014 [Comporte-se]: Questionamento reflexivo: como intervir de forma eficaz sem emitir regras

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