Como detectar e acompanhar a retinopatia diab©tica? .Os sinais de retinopatia hipertensiva podem

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  • 4 FLEURY MEDICINA E SADE

    3179-0822 (Grande So Paulo)30-FLEURY (Grande So Paulo)0800-7040822 (demais localidades)

    S PARA MDICOS3179-0820 (Grande So Paulo)

    Publicao do

    Editores cientfi cos: Dra. Kaline Medeiros Costa Pereira Dr. Marcelo Jenne Mimica

    Responsvel tcnico: Dr. Rui M. B. Maciel (CRM 16.266)

    Editora executiva: Solange Arruda

    Produo grfi ca: Sergio BritoImpresso: SJS Tiragem: 25.500 exemplares

    GRANDE SO PAULO Alphaville Al. Araguaia, 2.400

    Braz Leme Av. Braz Leme, 1.802

    Campo Belo Av. Vereador Jos Diniz, 3.457, 2 andar

    Chcara Klabin Av. Prefeito Fbio Prado, 538

    Granja Viana Rua Jos Felix Oliveira, 838

    Higienpolis Rua Mato Grosso, 306, 1a sobreloja

    Ibirapuera Av. Repblica do Lbano, 635

    Itaim Av. Juscelino Kubitschek, 1.117

    Jardim Amrica Av. Brasil, 1.891

    Oscar Americano Rua Eng. Oscar Americano, 163

    Paraso Rua Cincinato Braga, 232

    Rochaver-Morumbi Av. Doutor Chucri Zaidan, s/no

    Santo Andr Av. Dom Pedro II, 1.313

    So Bernardo do Campo Av. Professor Lucas Nogueira Garcez, 702

    Shopping Anlia Franco Av. Regente Feij, 1.739 - Piso Accia

    Shopping Jardim Sul Av. Giovanni Gronchi, 5.819 - Piso 2

    Sumar Av. Sumar, 1.270

    Villa-Lobos Rua Castro Delgado, 188

    BRASLIA SEPS EQ 715/915 Conj. A, Bloco D, Sala 501 - Asa Sul

    CAMPINAS Av. Aquidab, 747

    JUNDIA Rua Antnio Segre, 447

    RIO DE JANEIRO Leblon Rua Dias Ferreira, 214

    UNIDADES DE ATENDIMENTO

    ATENDIMENTO MVELAtende as regies acima e tambm:

    Osasco S. J. dos Campos Sorocaba

    Baixada Santista Guarulhos Jacare

    Endereos para contato:Avenida General Valdomiro de Lima, 50804344-903 - Jabaquara - So Paulo - SP

    educacaomedica@grupofl eury.com.br

    www.fl eury.com.br

    Fleury Medicina e Sade

    Servio

    FSC

    Confi ra, a seguir, os exames mais utilizados na investigao e no acompanhamento das principais condies clnicas.

    Glossrio diagnstico em Oftalmologia

    Exame e descrio Indicaes

    Angiofl uoresceinografi a: fotografi as Ocluses vasculares da retina, retinopatiaconsecutivas da retina aps contraste diabtica, tumores intraoculares e degeneraoendovenoso de fl uorescena sdica macular relacionada idade (DMRI)

    Biomicroscopia ultrassnica (UBM): Avaliao de tumores do segmento anterior, ultrassonografi a de alta frequncia do segmento pesquisa de glaucoma e opacidades corneanasanterior do globo ocular

    Campimetria computadorizada: anlise da Glaucoma, neuropatia ptica, alteraosensibilidade visual em mltiplas localizaes do SNC com comprometimento visual e toxicidadedo campo de viso medicamentosa

    Cartes de Teller: medida da acuidade visual Estrabismo, ambliopia, catarata congnita, baseada no comportamento de resposta atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, em indivduos que no informam a viso paralisia cerebral e sndrome de Down

    Eletrorretinografi a de campo total: estudo Distrofi a retiniana, retinose pigmentria, da funo retiniana por meio de respostas eltricas distrofi a de cones, toxicidade retiniana, trauma ocular e retinoblastoma

    Eletrorretinografi a multifocal: estudo da Maculopatia txica, distrofi a macular, perda visualfuno retiniana na regio macular por meio sem leso anatmica e uvetesde respostas eltricas

    Estereofoto de papila: registro fotogrfi co Acompanhamento de glaucoma, em 3D do nervo ptico neuropatia ptica e papiledema

    FDT: estudo da funo de clulas especfi cas Diagnstico precoce e acompanhamentoda retina com infl uncia no campo visual do glaucoma

    Fotografi a de segmento anterior: registro Alterao corneana, leses infecciosas da crneade imagens da superfcie ocular, incluindo e seguimento de leses da superfcie da risconjuntiva, limbo e crnea, bem como da ris, do ngulo iridocorneano e do cristalino

    Pentacam: avaliao da superfcie anterior Avaliao pr e ps-operatria de cirurgiaocular (crnea) por meio de imagens tomogrfi cas refrativa e ceratocone

    Potencial visual evocado: avaliao Neurite ptica, esclerose mltipla, simulaoda conduo da via ptica de perda visual e leso do trato ptico

    Retinografi a: registro, por fotografi as, Ocluses vasculares da retina, retinopatiade imagens do fundo do olho, permitindo diabtica, tumores intraoculares, DMRI, o uso de fi ltros que realam determinadas descolamento de retina, uvetes e distrofi a retinianacamadas oculares

    Teste ortptico: avaliao da musculatura Estrabismo e astenopiaextrnseca do globo ocular e avaliao sensorial pelo estudo da viso de profundidade

    Tomografi a de coerncia ptica (OCT): Maculopatia diabtica, DMRI, buraco de mcula, estudo da anatomia da retina e do nervo ptico maculopatia txica, edema macular, glaucoma, por meio da utilizao de cortes tomogrfi cos uvetes e ocluses vasculares(princpio ptico)

    Tomografi a de coerncia ptica do segmento Avaliao pr e ps-operatria de cirurgia refrativa, anterior (Visante): avaliao do segmento ceratocone, glaucoma de ngulo estreito, anterior por meio do princpio ptico medida da espessura corneana, leso da conjuntiva e opacidade de crnea

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    BOLETIM CIENTFICO

    ano 13 nmero 4 maio de 2012

    Prtica clnica

    TEMA EM FOCO:

    OFTALMOLOGIA

    Como detectar e acompanhar a retinopatia diabtica?

    Manejo de gestantes diabticas diante do risco de retinopatia

    Defi nida como uma complicao microvascular especfi ca do diabetes mellitus (DM), a retinopatia diabtica (RD) constitui a principal causa de cegueira evitvel na populao economicamente ativa (20-74 anos), sobretudo quando a doena chega a seu estgio proliferativo, caracterizado pela presena de neovascularizao na retina e/ou no disco ptico. Para ter uma ideia, identifi cam-se sinais de RD em cerca de um tero dos 246 milhes de portadores de DM. Aps 15-20 anos do diagnstico, a retinopatia ocorre em quase todos os pacientes com diabetes tipo 1 e em mais de 60% daqueles com diabetes tipo 2. Estudos epidemiolgicos sugerem que a doena ocular, ainda que na forma leve, associa-se ao dobro ou at ao triplo de risco de infarto do miocrdio, sndrome coronariana e falncia do miocrdio, de modo independente dos fatores de risco cardiovasculares. O fato que a retinopatia parece ser um marcador de doena sistmica, devendo-se, portanto, intensifi car o acompanhamento clnico desses pacientes. Na prtica, a Academia Americana de Oftalmologia

    Na gestao, a retinopatia merece seguimento ainda mais rigoroso devido sua progresso acelerada, mesmo nas grvidas sem sinais da doena. Afi nal, o descontrole glicmico, a alterao hemodinmica e o aumento srico de citoquinas, como IGF-1, protena ligadora de IGF fosforilada, fator de crescimento placentrio, endotelina 1 e fator de crescimento de

    A Academia Americana de Oftalmologia preconiza o incio da avaliao de acordo com o tempo de diabetes, desde o diagnstico, e o tipo da doena.

    recomenda o primeiro exame oftalmolgico entre trs e cinco anos aps o diagnstico de diabetes tipo 1 ou, ento, logo aps a confi rmao da doena endcrina, no caso de diabetes tipo 2. A avaliao tem de incluir exame de fundo de olho com oftalmoscopia indireta e/ou retinografi a (veja glossrio na pg. 4). A periodicidade desses testes deve ser anual, independentemente do tipo de DM. A avaliao mais frequente e a utilizao de outros exames, como a angiofl uoresceinografi a e a tomografi a de coerncia ptica (OCT), podem ser teis para o acompanhamento da FONTE

    Dra. Sung Eun Song Watanabe sung.song@grupofl eury.com.br

    fi broblasto 2, tm sido citados como causadores da RD. Dessa forma, preconiza-se uma avaliao oftalmolgica mais frequente nas gestantes, com intervalos variando conforme o quadro retiniano apresentado. Pelo mesmo motivo, as diabticas que desejam engravidar devem ser submetidas a mapeamento de retina antes mesmo da gestao e j no primeiro trimestre.

    Angiofl uoresceinografi a mostra doena proliferativa: esq., com neovascularizao retiniana na rea demarcada e, dir., com reas de isquemia retiniana.

    Exame de fundo de olho aponta descolamento tracional da retina.

    evoluo do quadro ou da estratgia teraputica em pacientes selecionados. Uma vez feito o diagnstico da RD, a fotocoagulao com laser permanece como a essncia da terapia oftalmolgica da condio, embora os estudos clnicos j apontem benefcios anatmicos e visuais para os portadores de maculopatia e retinopatia diabtica proliferativa aps a injeo de anticorpos que bloqueiam o fator de crescimento do endotlio vascular (VEGF). A cirurgia de vitrectomia vem sendo indicada para tratamento do edema macular refratrio ao laser, especialmente na presena de componentes tracionais, tais como trao vitreomacular, membrana epirretiniana e descolamento de retina prximo regio da mcula.

    IMAGENS: FLEURY

    Leia mais sobre a retinopatia diabtica na edio da web.

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  • 2 FLEURY MEDICINA E SADE

    Prtica clnica

    Retinografi a colorida mostra ocluso venosa inferior da retina.

    Teste de olho seco com corante rosa bengala. As reas coradas correspondem s clulas epiteliais degeneradas da crnea.

    Uma srie de manifestaes oculares est direta ou indiretamente associada hipertenso arterial sistmica (HAS). As consequncias diretas incluem retinopatia hipertensiva, coroidopatia e neuropatia ptica. Indiretamente, a HAS um fator de risco signifi cativo para ocluso venosa e arterial da retina, retinopatia diabtica, degenerao macular relacionada idade e glaucoma. A fundoscopia e o mapeamento de retina com dilatao pupilar devem integrar o exame fsico em todos os pacientes com