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coba_informacao_41_RR2.cdrwww.coba.pt Julho 2012 Nº 41
COBA C O N S U L T O R E S D E E N G E N H A R I A E A M B I E N T E
Informação
I
Comemorações do 50º Aniversário da COBA
50 ANOS Ao Serviço da Engenharia em Portugal e no Mundo
50 ANOS Ao Serviço da Engenharia em Portugal e no Mundo
Discursos Reportagem fotográfica
COBA Informação
2 2012
32012JulhoJulho
Decidimos dedicar este número do COBA Informação às comemo- rações do 50º Aniversário da COBA.
Somos a primeira empresa de consultoria de engenharia e ambien- te a atingir meio século de actividade, sempre procurando prestar os seus serviços com grande qualidade, diversificando progressivamente as suas áreas de intervenção e as áreas geográficas de actuação.
Estes 50 anos correspondem aos dois primeiros ciclos de vida da empresa e do Grupo COBA, e ao início de um novo ciclo que se espera continue a prestigiar os princípios da empresa e a assegurar o crescimento sustentado da sua actividade.
Decidimos assinalar este aniversário no decurso de todo o ano de 2012 e festeja-lo em três eventos, o primeiro no dia 28 de Junho em Lisboa, o segundo no dia 11 de Julho no Rio de Janeiro e o terceiro no dia 25 de Outubro em Luanda.
Neste número do COBA Informação damos enfase especial à ses- são comemorativa realizada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no dia 28 de Junho, data de assinatura da escritura de constituição da empresa em Portugal, com cerca de 700 convidados, destacando-se a presença da Senhora Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Professora Assunção Cristas.
Damos igualmente notícia da sessão realizada nas instalações da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ).
No próximo número do COBA Informação será ilustrada a come- moração que irá ter lugar em Luanda.
Em complemento da Sessão realizada no CCB em Lisboa, teve lugar no auditório da COBA, no dia 23 de Julho, a distribuição personaliza- da de medalhas a todos os colaboradores com mais de 10 anos na empresa.
Programa
Intervenções
Concerto de Piano | Pianista Pedro Burmester
Jantar volante
Presidente do Conselho de Administração Executivo
Presidente do Conselho Geral e de Supervisão
Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território
L. V. Beethoven - Sonata op.27 nº 2 (Sonata quasi una fantasia) J. S. Bach - Partita nº 1 BWV 825
A. Copland - El Salón México
DISCURSO DO VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO GERAL E DE SUPERVISÃO PROFESSOR RICARDO OLIVEIRA
Desejo começar por dar a todos as boas-vindas e fazer votos para que o programa que preparamos para festejar meio século de existên- cia da COBA seja do vosso agrado.
Senhora Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Orde- namento do Território, Professora Assunção Cristas, as minhas primei- ras palavras são para cumprimentar Vossa Excelência e lhe manifestar o reconhecimento da COBA pela pronta aceitação do nosso convite para estar hoje aqui presente. Vossa Excelência é responsável no actual governo por áreas de grande importância para a actividade da COBA, em especial a Agricultura no que se prende com as infra- estruturas de regadio e o desenvolvi- mento rural, o Ambiente em relação com a água e também presente em todas as frentes do nosso trabalho e o Ordenamento do Território. Espera- mos poder mostrar-lhe, no decorrer desta sessão, a evolução da nossa empresa ao longo dos seus 50 anos de vida nesses sectores e em muitos outros referentes a infra-estruturas de vários tipos, tutelados por outros responsáveis governamentais.
Bem haja pela sua presença que muito nos honra.
Temos o enorme privilégio de ter entre nós, neste dia tão especial, personalidades que nos seus cargos políticos e públicos acompanharam o trajecto da COBA, em especial no seu segundo ciclo de vida, ou seja na segunda metade dos seus 50 anos.
Contudo, nem todos os que convi- dámos puderam vir, em virtude de compromissos anteriormente assu- midos e em grande parte fora do país.
Permitam-me que destaque o grupo dos Senhores Ministros res- ponsáveis pelas Obras Públicas e Transportes que nesse mesmo ciclo de vida da COBA sempre nos distinguiram com a sua disponibilidade e com palavras de estímulo e de apreço pelo nosso trabalho, desde o Senhor Engº Joaquim Ferreira do Amaral até ao Prof. António Men- donça. Por razões de ausências inesperadas do país, não puderam comparecer hoje o Engº Ferreira do Amaral e o Prof. Carmona Rodri- gues. Cumprimento, assim, os senhores ex-Ministros João Cravinho, Jorge Coelho, Valente de Oliveira, António Mexia, Mário Lino e Antó- nio Mendonça, agradecendo a sua presença.
Saudamos os Senhores Embaixador de Angola e da Guiné-Bissau e os representantes dos Senhores embaixadores de Moçambique, da Argélia e de Marrocos.
Honram-nos também com a sua participação ilustres responsáveis de várias Instituições que nos habituá- mos a respeitar, permitindo-nos distinguir o LNEC que muito moldou os fundadores da COBA e vários outros dirigentes e especialistas que vieram dar continuidade à obra inicial, no grupo dos quais gostosa- mente me incluo, a Ordem dos Engenheiros e a Academia de Engenharia pelo relevante papel na defesa continuada dos interesses e do prestígio dos engenheiros portugueses, a APPC que desde 1975 vem apoiando as empresas de
consultoria, com crescente protagonismo na vida pública, Universi- dades onde se ensinam os Engenheiros que prestigiam o país e com as quais mantemos permanentes contactos, Agências e Associações profissionais, Câmaras de Comércio e Indústria e Grupos Empresaria- is concessionários e construtores de quem progressivamente nos fomos tornando parceiros nas expressivas tarefas de modernização do nosso país.
Aqui permito-me fazer uma menção individual, que julgo todos compreendem e partilham. Refiro-me à presença do Engº Pedro Teixeira Duarte, decano de todos os convidados, que com o seu
caracter e a sua permanente joviali- dade se mantem um exemplo para todos nós. São também de destacar as relações de estima e de muita consi- deração para com a Família Teixeira Duarte, em sequência da tomada de posição accionista que ocorreu aquando da saída da empresa dos três Fundadores, no final do seu primeiro ciclo de vida, em 1987.
Ainda uma menção amiga aos numerosos representantes de empre- sas nossas concorrentes, mas com as quais tantas vezes nos associamos para assegurar sinergias indispensá- veis à execução de grandes projectos.
Desejo finalmente agradecer a presença dos filhos e demais familia- res de Laginha Serafim, António da Silveira e Caldeira Rodrigues bem como de tantos colaboradores e ex- colaboradores do Grupo COBA (não esquecendo os que hoje estão deslo- cados em países longínquos) aprovei- tando para lhes manifestar publica- mente a estima que por eles temos, na certeza de que sem as suas compe- tências, dedicação e profissionalismo nunca teríamos chegado aqui.
A todos, muito obrigado.
Somos a mais antiga empresa de Consultores de Engenharia e Ambi- ente em Portugal.
Na tradição de festejarmos os aniversários mais significativos da COBA, como fizemos no 10º, 20º, 25º, 30º e 40º, decidimos celebrar esta data tão importante, apesar de nos encontrarmos num momento particularmente difícil para o país, com reflexos muito graves para a sobrevivência da generalidade das empresas.
A estagnação a que a situação finan- ceira conduziu o país ameaça prolon- gar-se de forma insustentável, levan- do as empresas à falência e os seus trabalhadores ao desemprego.
A mensagem que é transmitida pelos governantes é que as empresas, para sobreviverem, têm que exportar serviços e produtos e que, dessa forma, ainda contribuem para equili- brar as contas públicas.
Há que relembrar, no entanto, que para se exportar, na área da consulto-
ria de engenharia, mas também em muitas outras, é preciso primeiro aprender a fazer no país o que se pretende exportar e, para além disso, dispor de capacidade financeira para assegurar os elevados
Professor Ricardo Oliveira
Na COBA, desde a sua formação em 1962, o gosto e
a capacidade de trabalhar no exterior sempre
existiu e tal deveu-se, nos primeiros anos, ao espírito
empreendedor, aos profundos conhecimentos
dos seus fundadores com destaque,
neste ponto, para a personalidade irrequieta e
já bem conhecida além fronteiras de Laginha Serafim.
Continua...
32012JulhoJulho
Decidimos dedicar este número do COBA Informação às comemo- rações do 50º Aniversário da COBA.
Somos a primeira empresa de consultoria de engenharia e ambien- te a atingir meio século de actividade, sempre procurando prestar os seus serviços com grande qualidade, diversificando progressivamente as suas áreas de intervenção e as áreas geográficas de actuação.
Estes 50 anos correspondem aos dois primeiros ciclos de vida da empresa e do Grupo COBA, e ao início de um novo ciclo que se espera continue a prestigiar os princípios da empresa e a assegurar o crescimento sustentado da sua actividade.
Decidimos assinalar este aniversário no decurso de todo o ano de 2012 e festeja-lo em três eventos, o primeiro no dia 28 de Junho em Lisboa, o segundo no dia 11 de Julho no Rio de Janeiro e o terceiro no dia 25 de Outubro em Luanda.
Neste número do COBA Informação damos enfase especial à ses- são comemorativa realizada no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no dia 28 de Junho, data de assinatura da escritura de constituição da empresa em Portugal, com cerca de 700 convidados, destacando-se a presença da Senhora Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Professora Assunção Cristas.
Damos igualmente notícia da sessão realizada nas instalações da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ).
No próximo número do COBA Informação será ilustrada a come- moração que irá ter lugar em Luanda.
Em complemento da Sessão realizada no CCB em Lisboa, teve lugar no auditório da COBA, no dia 23 de Julho, a distribuição personaliza- da de medalhas a todos os colaboradores com mais de 10 anos na empresa.
Programa
Intervenções
Concerto de Piano | Pianista Pedro Burmester
Jantar volante
Presidente do Conselho de Administração Executivo
Presidente do Conselho Geral e de Supervisão
Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território
L. V. Beethoven - Sonata op.27 nº 2 (Sonata quasi una fantasia) J. S. Bach - Partita nº 1 BWV 825
A. Copland - El Salón México
DISCURSO DO VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO GERAL E DE SUPERVISÃO PROFESSOR RICARDO OLIVEIRA
Desejo começar por dar a todos as boas-vindas e fazer votos para que o programa que preparamos para festejar meio século de existên- cia da COBA seja do vosso agrado.
Senhora Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Orde- namento do Território, Professora Assunção Cristas, as minhas primei- ras palavras são para cumprimentar Vossa Excelência e lhe manifestar o reconhecimento da COBA pela pronta aceitação do nosso convite para estar hoje aqui presente. Vossa Excelência é responsável no actual governo por áreas de grande importância para a actividade da COBA, em especial a Agricultura no que se prende com as infra- estruturas de regadio e o desenvolvi- mento rural, o Ambiente em relação com a água e também presente em todas as frentes do nosso trabalho e o Ordenamento do Território. Espera- mos poder mostrar-lhe, no decorrer desta sessão, a evolução da nossa empresa ao longo dos seus 50 anos de vida nesses sectores e em muitos outros referentes a infra-estruturas de vários tipos, tutelados por outros responsáveis governamentais.
Bem haja pela sua presença que muito nos honra.
Temos o enorme privilégio de ter entre nós, neste dia tão especial, personalidades que nos seus cargos políticos e públicos acompanharam o trajecto da COBA, em especial no seu segundo ciclo de vida, ou seja na segunda metade dos seus 50 anos.
Contudo, nem todos os que convi- dámos puderam vir, em virtude de compromissos anteriormente assu- midos e em grande parte fora do país.
Permitam-me que destaque o grupo dos Senhores Ministros res- ponsáveis pelas Obras Públicas e Transportes que nesse mesmo ciclo de vida da COBA sempre nos distinguiram com a sua disponibilidade e com palavras de estímulo e de apreço pelo nosso trabalho, desde o Senhor Engº Joaquim Ferreira do Amaral até ao Prof. António Men- donça. Por razões de ausências inesperadas do país, não puderam comparecer hoje o Engº Ferreira do Amaral e o Prof. Carmona Rodri- gues. Cumprimento, assim, os senhores ex-Ministros João Cravinho, Jorge Coelho, Valente de Oliveira, António Mexia, Mário Lino e Antó- nio Mendonça, agradecendo a sua presença.
Saudamos os Senhores Embaixador de Angola e da Guiné-Bissau e os representantes dos Senhores embaixadores de Moçambique, da Argélia e de Marrocos.
Honram-nos também com a sua participação ilustres responsáveis de várias Instituições que nos habituá- mos a respeitar, permitindo-nos distinguir o LNEC que muito moldou os fundadores da COBA e vários outros dirigentes e especialistas que vieram dar continuidade à obra inicial, no grupo dos quais gostosa- mente me incluo, a Ordem dos Engenheiros e a Academia de Engenharia pelo relevante papel na defesa continuada dos interesses e do prestígio dos engenheiros portugueses, a APPC que desde 1975 vem apoiando as empresas de
consultoria, com crescente protagonismo na vida pública, Universi- dades onde se ensinam os Engenheiros que prestigiam o país e com as quais mantemos permanentes contactos, Agências e Associações profissionais, Câmaras de Comércio e Indústria e Grupos Empresaria- is concessionários e construtores de quem progressivamente nos fomos tornando parceiros nas expressivas tarefas de modernização do nosso país.
Aqui permito-me fazer uma menção individual, que julgo todos compreendem e partilham. Refiro-me à presença do Engº Pedro Teixeira Duarte, decano de todos os convidados, que com o seu
caracter e a sua permanente joviali- dade se mantem um exemplo para todos nós. São também de destacar as relações de estima e de muita consi- deração para com a Família Teixeira Duarte, em sequência da tomada de posição accionista que ocorreu aquando da saída da empresa dos três Fundadores, no final do seu primeiro ciclo de vida, em 1987.
Ainda uma menção amiga aos numerosos representantes de empre- sas nossas concorrentes, mas com as quais tantas vezes nos associamos para assegurar sinergias indispensá- veis à execução de grandes projectos.
Desejo finalmente agradecer a presença dos filhos e demais familia- res de Laginha Serafim, António da Silveira e Caldeira Rodrigues bem como de tantos colaboradores e ex- colaboradores do Grupo COBA (não esquecendo os que hoje estão deslo- cados em países longínquos) aprovei- tando para lhes manifestar publica- mente a estima que por eles temos, na certeza de que sem as suas compe- tências, dedicação e profissionalismo nunca teríamos chegado aqui.
A todos, muito obrigado.
Somos a mais antiga empresa de Consultores de Engenharia e Ambi- ente em Portugal.
Na tradição de festejarmos os aniversários mais significativos da COBA, como fizemos no 10º, 20º, 25º, 30º e 40º, decidimos celebrar esta data tão importante, apesar de nos encontrarmos num momento particularmente difícil para o país, com reflexos muito graves para a sobrevivência da generalidade das empresas.
A estagnação a que a situação finan- ceira conduziu o país ameaça prolon- gar-se de forma insustentável, levan- do as empresas à falência e os seus trabalhadores ao desemprego.
A mensagem que é transmitida pelos governantes é que as empresas, para sobreviverem, têm que exportar serviços e produtos e que, dessa forma, ainda contribuem para equili- brar as contas públicas.
Há que relembrar, no entanto, que para se exportar, na área da consulto-
ria de engenharia, mas também em muitas outras, é preciso primeiro aprender a fazer no país o que se pretende exportar e, para além disso, dispor de capacidade financeira para assegurar os elevados
Professor Ricardo Oliveira
Na COBA, desde a sua formação em 1962, o gosto e
a capacidade de trabalhar no exterior sempre
existiu e tal deveu-se, nos primeiros anos, ao espírito
empreendedor, aos profundos conhecimentos
dos seus fundadores com destaque,
neste ponto, para a personalidade irrequieta e
já bem conhecida além fronteiras de Laginha Serafim.
Continua...
4 Julho 2012 2012Julho
custos dessa aventura e enfrentar os dilatados prazos de recebimento. Na COBA, desde a sua formação em 1962, o gosto e a capacidade
de trabalhar no exterior sempre existiu e tal deveu-se, nos primeiros anos, ao espírito empreendedor, aos profundos conhecimentos científicos e técnicos e à visão de internacionalização dos seus funda- dores com destaque, neste ponto, para a personalidade irrequieta e já bem conhecida além fronteiras de Laginha Serafim. Com eles tive o privilégio de conviver, de muito aprender com a sua acção esclareci- da e de desenvolver profundos laços de mútua amizade que perdura- ram até ao seu desaparecimento.
Acresce que a preocupação de um serviço de qualidade e a necessi- dade de competir no exterior com as empresas mais qualificadas dos países mais desenvolvidos, exigem forma- ção permanente dos nossos quadros, que possibilite a sua constante actua- lização e o desenvolvimento de um espírito inovador.
Esses conceitos nunca deixaram de estar presentes na nossa empresa e talvez expliquem, pelo menos em parte, o sucesso do percurso, apesar das variadas dificuldades que se nos foram deparando ao longo destes 50 anos.
A COBA viveu alguns períodos idênticos, ou se possível até piores, ao que actualmente vivemos e quando neste campo de actividade se pronunciava ainda timidamente a palavra internacionalização, a nossa empresa conseguiu sobreviver a profundas crises do país, recor- rendo à sua capacidade e competência para exportar os seus serviços.
Vale a pena referir que na década de 80, até 1988, a COBA procu- rou soluções alternativas ao minguado mercado interno em diversos países mais ou menos longínquos , tendo nesse período o volume de negócios da empresa no exterior ultrapassado 80% do total , conse- guindo-se assim desenvolver o know-how e manter as equipas e os postos de trabalho, já então quase a atingir duas centenas, bem como uma situação financeira equilibrada,
Nos quinze anos seguintes, entre 1988 e 2002, a situação inverteu- se totalmente e, em função, por um lado, da favorável conjuntura nacional e, por outro, de problemas que afectaram alguns dos países onde mais trabalhávamos regularmente, o volume de negócios no exterior reduziu-se drasticamente, raramente atingindo nesses anos os dois dígitos, chegando aos 15% em apenas dois anos desse longo período.
Seguiu-se um terceiro período bastante equilibrado entre 2002 e 2010 em que a nossa actividade no exterior, apesar de bem mais diversi- ficada, se situou entre 20 e 35% do volume de negócios.
Contudo, em 2011, já exportamos serviços que ultrapassaram um pouco os 50%, tendo sido envolvidas nessa actividade praticamente todas as empresas do grupo e todos os servi- ços técnicos da empresa. No ano em curso, a previsão é que se venha a atingir um valor significativamente superior, situação que já está a exigir um esforço adicional de muitos dos nossos colaboradores, em especial no que se prende com ausências prolongadas e afastamento dos seus familiares e amigos.
Os números anteriormente referidos, associados a períodos de desenvolvimento e de retracção do país e da sua economia, foram também acompanhados de expressiva alteração de paradigma na contratação dos serviços de engenharia, no país e no estrangeiro, situação a que a COBA também sempre foi capaz de se ir adaptando.
Na primeira metade da sua existência , os grandes clientes da COBA foram essencialmente instituições públicas (Direcções-Gerais e Insti- tutos e Empresas Públicas) que tinham a seu cargo o planeamento das infra-estruturas, visando o desenvolvimento do país, e o lançamento de concursos para a elaboração dos correspondentes estudos e pro- jectos, que seriam posteriormente objecto de concursos para a sua construção.
Coincide com a mudança de ciclo na COBA, nos finais dos anos 80, o desejo dos governantes e a possibilidade financeira de acelerar o desenvolvimento do país, o que impôs uma significativa alteração nos processos de contratação dos serviços de engenharia, resultante da
introdução de conceitos como concursos concepção-construção e do alargamento da atribuição de concessões, passando a…