CLIQUE AQUI - ASPPE.org | Pesquisa, Preven§£o e ... psiquiatra I§ami Tiba, psiquiatra Jos© Antonio

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ASPPE NEWS Volume I, Edio 08, 13/11/2009

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Dentre todos os temas propostos para o INFORMATIVO ASPPE, as drogas e seu uso entre

adolescentes, um dos mais cogitados. Dessa forma essa edio destina-se a discutir o assunto de

uma forma sucinta, mas esclarecedora, no tendo inteno de esgotar o tema.

O uso de drogas um dos temas mais atuais e explorado, mas, no uma situao nova. um fenmeno bastante antigo na histria da humanidade e constitui um grave problema de sade pblica, com srias conseqncias pessoais e sociais no futuro dos jovens e de toda a sociedade. A histria mostra que o uso de tais substncias j fazia parte da cultura de povos muito antigos. Com a evoluo da sociedade, as drogas tambm se sofisticaram.

CONCEITO Droga toda e qualquer substncia, natural ou sinttica que introduzida no organismo modifica suas funes. O termo droga, presta-se a vrias interpretaes, mas ao senso comum uma substncia proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivduo, modificando-lhe as funes, as sensaes, o humor e o comportamento.

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PRESTE ATENO NESSES SINAIS E SINTOMAS QUE PODEM SUGERIR O

USO DE SUBSTNCIAS

O USO ENTRE OS ADOLESCENTES Os fatores de risco para o uso de drogas incluem aspectos culturais, interpessoais, psicolgicos e

biolgicos. So eles: a disponibilidade das substncias, as leis, as normas sociais, as privaes eco-nmicas extremas; o uso de drogas ou atitudes positivas frente s drogas pela famlia, conflitos fa-

miliares graves; comportamento problemtico (agressivo, alienado, rebelde), baixo aproveitamento escolar, alienao, atitude favorvel em relao ao uso, incio precoce do uso; susceptibilidade her-

dada ao uso e vulnerabilidade ao efeito de drogas.

A adolescncia um momento especial na vida do indivduo. Nessa etapa, o jovem no aceita orien-

taes, pois est testando a possibilidade de ser adulto, de ter poder e controle sobre si mesmo. um momento de diferenciao em que naturalmente afasta-se da famlia e adere ao seu grupo de

iguais.

Se esse grupo estiver experimentalmente usando drogas, o pressiona a usar tambm. Ao entrar em

contato com drogas nesse perodo de maior vulnerabilidade, expe-se tambm a muitos riscos. O encontro do adolescente com a droga um fenmeno muito mais freqente do que se pensa e, por

sua complexidade, difcil de ser abordado.

O fumo, o lcool e as drogas ilcitas devem, portanto, ser considerados de risco e, potencialmente,

substncias de abuso. muito difcil diferenciar a experimentao do uso freqente, do abuso e da adio ou frmaco dependncia, mas possvel fazer algumas generalizaes:

A base para a preveno s drogas entre os adolescentes o dilogo, e impor-tante que os pais conheam seus filhos, e para isso importante que possam parti-cipar da vida deles. Para isso importante que os pais possam:

1 Quanto mais cedo um adolescente inicia o uso de uma substncia, maior a probabilidade do

aumento na quantidade e na variedade do uso; 2 Os adolescentes so comumente menos capazes de limitar o uso do que os adultos;

3 A experincia hoje muito diferente do passado: o nmero de experimentadores maior, surgem novas substncias e combinaes cuja sintomatologia se confunde. Alm disso, as

substncias conhecidas so diferentes; por exemplo, a maconha nos anos 70 continha menos de

0,2% de THC ( Delta 9 tetrahidro canabinol) e 20 anos aps contm uma mdia de 6%, chegando a 14%;

4 O uso ilegal constitui um delito; 5 O jovem atribui droga a soluo de todos os seus problemas;

6 No incio no h sinais e sintomas que os levem consulta, eles aparecem como conseqncia do abuso e da dependncia. Por isso, no comeo difcil que aceitem ajuda;

7 Quando h sintomas, o trabalho de reabilitao difcil e frustrante, sendo baixo o ndice de

recuperao nos diferentes programas que trabalham com adictos; 8 Os resultados dos levantamentos apresentados revelam objetivamente que estamos frente a

uma doena grave, e a nica forma de no adquiri-la a preveno.

1. Estabelecer um consenso familiar sobre o uso de substncias: as regras devem ser comunicadas antes da puberdade. As crianas devem saber que seus pais esperam que na adolescncia no fumem, no bebam, no usem maconha e outras drogas. Cada famlia deve estabelecer suas prprias regras, que devem ser repetidas com freqncia.

2. Estabelecer penalidades pelo no-cumprimento das regras: as punies no precisam ser nem repressivas, nem excessivas e devem ser anunciadas previamente e mantidas de forma consistente.Pode ser til estabelec-las com a participao dos filhos, no comeo de sua adolescncia. Exemplos: perda de privilgios, restrio ao uso do telefone, proibio de sair de casa, etc.

3. Dedicar algum tempo dirio para conversar com os filhos a respeito do que est se passando em suas vidas, como se sentem e o que pensam. Deve-se deix-los falar livremente, no necessrio ter respostas, mas escut-los atentamente, respeitando suas experincias e sentimentos.

4. Ajudar os filhos a definirem objetivos pessoais: essas metas podem ser acadmicas, esportivas e sociais. importante ensinar os filhos a tolerar seus inevitveis fracassos, que so oportunidades para crescer e no para desanimar.

5. Conhecer os amigos dos filhos e suas famlias, encontrar-se com eles e compartilhar conhecimentos.

6. Ajudar os filhos a sentirem-se bem com suas prprias qualidades e com seus pequenos ou grandes xitos: isto significa entusiasmar-se pelo que gostam.

7. Deve haver um sistema estabelecido para a resoluo de conflitos: nem sempre os filhos esto de acordo com todos os regulamentos da casa. A melhor maneira de manter a autoridade estar aberto aos questionamentos dos filhos. Um recurso til incluir a consultoria com uma pessoa respeitada por todos (outro membro da famlia, um mdico, um vizinho, etc.).

8. Falar freqentemente e muito cedo com os filhos a respeito de seu futuro: os filhos devem saber que o tempo que vivero com seus pais limitado, pois se tornaro adultos, sairo de casa e, neste momento, devero pagar suas contas e estabelecer suas regras. Enquanto estiverem na casa dos pais precisaro aceitar sua autoridade.

9. Deve-se desfrutar dos filhos: uma das maiores felicidades da vida ter os filhos em casa. Tanto os pais quanto os filhos devem trabalhar para que o lar seja um ambiente positivo para todos. Isso significa trabalho de equipe e respeito mtuo.

10. Ser um pai/me INTROMETIDO/A: importante fazer perguntas aos filhos, onde e com quem esto. Esta informao necessria para que sejam pais

efetivos.

Um dos pontos mais importantes a necessidade de dialogo, de estrutura e

apoio familiar. Os vnculos familiares tm fora extra para levar os jovens a

recusarem qualquer oferta. A fragilidade da estrutura familiar leva o adolescente

a desenvolver uma situao de baixa auto-estima, de vulnerabilidade, que

podem lev-lo a se envolver com drogas. Outros fatores que podem contribuir

para o uso so a histria familiar, o uso por parte dos pais, o contexto social,

alm de eventos pontuais como estresse por separao, divrcio, novas unies, desemprego,

doena ou mesmo morte de um dos pais. O uso de drogas funciona como uma forma do jovem

denunciar essas preocupaes ou dificuldades.

Bronquite recorrente, tosse crnica, halitose, irritao da mucosa nasal, sangramento nasal, olhos congestionados;

Hematomas e leses cutneas, marcas de agulhas endovenosas;

Hipertenso arterial, taquicardia, dor pr-cordial;

Dor abdominal, perda de peso, anorexia, nuseas e vmitos, hepatomegalia, lceras digestivas;

Debilidade, hipotonia, perda de foras, transtornos do sono;

Perda de memria, falta de ateno, irritabilidade, tremores;

Desorientao, confuso mental, perda do bom senso, alucinaes, depresso, tentativa de suicdio;

Infeco com o HIV ou hepatite-b por agulhas

As drogas podem ser :

Naturais: obtidas atravs de determinadas

plantas, de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafena (do caf), a nicotina (presente

no tabaco), o pio (na papoula) e o THC

tetrahidrocanabiol (da cannabis).

Sintticas: so fabricadas em laboratrio, exigindo para isso tcnicas especiais.

As drogas esto classificadas em trs categorias:

Depressivas - aumentam a freqncia cerebral

e podem dificultar o processamento das mensagens que so enviadas ao crebro.

Exemplos: lcool, barbitricos, diluentes, catamina, cloreto de etila, clorofrmio, pio,

morfina, herona, maconha, haxixe, etc.

Psicodistropticas ou alucingenarias tm

por caracterstica principal a despersonalizao em maior ou menor grau. Exemplos cogumelos,

skunk, LSD, psilocibina, ch de cogumelo e DMT.

Psicotrpticas ou estimulantes - produzem

aumento da atividade pulmonar, diminuem a fadiga, aumentam a percepo ficando os

demais sentidos ativados. Exemplos: cocana, crack, cafena, teobromina, MDMA ou ecstasy,

GHB, metanfetamina, anfetaminas (bolinha,

arrebite), PRACEMPA etc.

Essas drogas podem ser absorvidas de vrias formas: por injeco, por inalao, via oral ou

injeo intravenosa

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