Claude Lévi-Strauss - As estruturas elementares do parentesco

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    05-Aug-2015

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AS ESTRUTURAS ELEMENTARES DO PARENTESCO

FICHA CATALOGRFICA

(Preparada pelo Centro de Catalogao-na-fonte do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RI) Lvi-Strauss, Claude, 1908-

L644e

As Estruturas elementares do parentesco; traduo de Mariano Ferreira. Petrpolis, Vozes, 1982.540p. ilust. 23cm.Do original em francs: Les structures lmentaires de la parent.

Bibliografia.1. Parentesco. I. Ttulo. 11. Srie.

76-0059

CDD - 301.442 CDU - 301.185

A memria deLEWIS H. MORGAN

tI

Entre os que desejarem dar-se ao trabalho

de compreender os princpios gerais da religio primitiva, sero bem poucos, sem dvida, os que voltaro algum dia a acreditar que setrata nesse' assunto de fatos ridculos,

cujo conhecimento no pode. trazer nenhum proveito para o resto da humanidade. Longe dessas crenas e prticas se reduzirem a um acmulo de resduos, vestgios de alguma loucura coletiva, so to coerentes e lgicas que, logo assim que comeamos {li classific-las, mesmo grosseiramente, podemos aprender os princpios que regeram seu desenvolvimento. Vi-se, ento, que esses principias so essencialmente racionais, f!mbora atuem sob o vu de uma profunda e inveterada ignordncia ... A cincia moderna tende cada vez mais a concluir que, se em algum lugar hd leis, estas devem existir em toda parte.E. B. TVLOR, Primitive Culture,Londres, 1871, p. 20-22.

I

L

SUMARIO

Pre/delo da Primeira EdioPre!dcio da Segunda Edio

1924

INTRODUAOCAP!TULO I. NATUREZA E CULTURA

proibio do incesto, "regra como regra", O regime do produto escasso: regras de distribuio alimentar. Passagem s regras

matrimoniais: casamento e celibato.

CAP!TULO IV.

41

ENDOGAMIA E EXOGAMIAA poligamia. forma especial de reciprocidade. Endogamia verdadeira e endogamia funcional. Os limites do grupo social. O caso dos Apinag. Exogamia e proibio do incesto.

82

Estado de natureza e estado de /sociedade. O problema da passagem

de um ao outro. As "crianasselvagens". As fermas superiores da vida animal. O critrio da universalidade. A proibio do

incesto como regra universal

CAP!TULO

n.50

CAP!TULO V.O PRINCIPIO DE RECIPROCIDADE

/

O PROBLEMA DO INCESTO

92

Teorias racionalistas: Maine, Morgan; concluses da gentica. Teorias psicolgicas: Westermarck, Havelock Ellis. Teorias sociolgicas, I: McLennan. Spencer, Averbury. Teorias sociolgicas, lI: Durkheim. As antinomias do problema do incesto.

O Essai SUT le Don. A troca nas sociedades primitivas e nas sociedades contemporneas. Extenso s leis do casamento. A noo de arcaismo e suas implicaes. Da troca dos bens troca das mulheres.

PRIMEIRA PARTE A TROCA RESTRITAI. Os fundamentos da trocaCAP!TULO III.

CAP!TULO VI. A ORGANIZAAO DUALISTA

108

o

UNIVERSO DAS REGRAS

69

Consanginidade e aliana. A

Caracteres gerais das organizaes dualistas. Distribuio. Natureza: cls e classes. A organizao dualista como instituio e como principio. Discusso de trs exemplos: Nova Guin, Assam, Califrnia. Concluso: a organizac}o

L

dualista reduz-se a um mtodo para a soluo de certos problemas da vida social.

sistema de parentesco deve ser concebido como uma estrutura global. O casamento dos primos cruzados como estrutura elementar da troca.CAPTULO X.

CAPTULO VII. A ILUSAO ARCAICA123

A TROCA MATRIMONIAL

173

Origem da noo de reciprocidade. Dados da psicologia infantil. Sua interpretao. A criana e o primitivo segundo Freud e segundo Piaget. Critica de S. Isaacs. O pensamento da criana representa uma experincia mais geral que a do adulto. O principio de reCiprocidade no pensamento infantil. A ampliao da experincia psicolgica e social.

Exposio da concepo de Frazer e de seus limites: primos cruzados e primos paralelos; troca e mercado; papel da organizao dualista. Diferenas com relao concepo proposta.

lI. A AustrliaCAPTULO XI. OS SISTEMAS CLSSICOS187

CAPTULO VIII. A ALIANA E A FILIAAO 137

Retorno organizao dualista. Relaes entre a organizao dualista e o casamento dos primos cruzados. Os postuladOS filosficos das interpretaes clssicas: a noo de relao. Sistemas de classes e sistemas de relaes. Passagem filiao: o problema da filiao bilateral. Os ashantis e os todas. A noo de dicotomia e suas analogias genticas: o problema das geraes alternadas. O indgena e o terico. Aplicao a alguns sistemas africanos e australianos. Filiao patrilinear e filiao matrilinear. O primadO do principio patrilinear.

Importncia dos fatos australianos: o problema da troca das irms. Classificao dos sistemas australianos; suas dificuldades. Dicotomia patrilinear e dicotomia matrilinear. Teses de RadcliffeBrown. Lawrence. Kroeber. O exemplo dos rnarinbatas, ou a gnese de um sistema. Descrio do sistema Kariera. Descrio do sistema Aranda. Estes dois sistemas fornecem uma base insuficiente para uma classificao geral.

CAPTULO XII.O SISTEMA MURNGIN

209

CAPTULO IX.

o

CASAMENTO

DOS

PRIMOS

159

Casamento dos primos cruzados e sistema classificatrio. A unio preferencial e a noo de estrutura. Proximidade biolgica e proximidade social. Valor terico do casamento dos primos cruzados. Sua origem: teses de Swanton, Gifford. Lowie. Discusso: o

Descrio. Caracteres anormais do sistema. Impossibilidade de toda reduo a um sistema Aranda. Classes e graus. Hiptese sobre a natureza do sistema Murngin. Conseqncias tericas. Definio da troca restrita. Definio da troca generalizada. Aplicao nomenclatura Murngin; discusso da interpretao psicolgica de Lloyd Warner. A estrutura do sistema Murngin; confirmao tirada do sistema Wikmunkan.

..

CAPITULO XIII. REGIMES HARMONICOS E REGIMES DESARMONICOS

CAPITULO XVI. A TROCA E A COMPRA 237300

Os sistemas ditos aberrantes: Karadjeri, Tiwi, Mara, Arabana, Aluridja, Southem Cross, Dier!, Wikmunkan. Comparao destes ltimos sistemas com o sistema Mandchu. Difinio dos regimes harmnicos e dos regimes desarmnicos. Suas relaes com as duas formas fundamentais da troca. Integrao dos sistemas aberrantes numa classificao geral. A troca restrita, caso particular da troca generalizada.

Simplicidade aparente do sistema Katchin; seu carter ilusrio. A casustica da compra. Paternos e maternos. O problema dos termos de denominao. Interpretao destas diculdades: especulao e feudalismo.

CAPITULO XVII. LIMITES EXTERNOS DE TROCA GENERALIZADA

313

CAPITULO XIV. APG:NDICE A PRIMEIRA PARTE 266

I. Sobre o estudo algbrico de certos tipos de leis de casamento (sistema Murngin), por Andr Weil, professor da Universidade de Chicago. lI. Comentrio; interpretao das lacunas aparentes do sistema Murngin. Endogamia e troca generalizada.

Outros sistemas de troca generalizada: Kuki, Aimol, Chiru, Chawte, Tarau. Estudo das formas alteradas pelo mtodo do modelo reduzido: Mikir, Garo, Lakher. Mistura da troca restrita e da troca generalizada no Assam: sistemas Konyak, Rengma Naga, Lhota Naga, Sema Naga, Ao Naga, Angami Naga. Relao entre as organizaes dualistas e as organizaes tripartidas no Assam.

CAPITULO XVIII. LIMITES INTERNOS DA TROCA GENERALIZADA

SEGUNDA PARTE

335

A TROCA GENERALIZADAI. Frmula simples da troca generalizada

CAPITULOOS

xv.279

DOADORES DE MULHERES

O sistema Gilyak: nomenclatura, organizao social, regra do casamento. A interpretao de Sternberg; discusso. Comparao com o sistema Katchin; o papel da compra. O sistema Gold. Papel do tio materno nos sitemas simples de troca generalizada. A orientao matrilateral e a reao patrilateral. A contradio inerente aos sistemas de troca generalizada. H um eixo birmano-siberiano?

Da necessidade terica da troca generalizada a seu estudo experimental. A descoberta de Hodson. O sistema Katchin. Nomenclatura de parentesco. Regra do casamento. Mayu-ni e dama-ni. O ciclo da troca. Hiptese de Granet. Discusso: as origens mitolgicas da sociedade Katchin. Cls, linhagens, casas.

lI. O sistema chinsCAPITULO XIX. A TEORIA DE GRANET 357

Caracteres gerais da interpretao de Granet; aplicao ao sistema

"

,I

Chins. O casamento dos primos cruzados na China antiga. Passagem do casamento bilateral ao

casamento unilateral. Construode um sistema arcaico com oito classes. Suas impossibilidades.

CAPTULO XX. A ORDEM TCHAO MaU371

importncia desta classificao. O sistema LoIo. O sistema Tounguse; comparao com os sistemas Katchin e Naga. O sistema Mandchu; caracteres gerais; organizao social; terminologia; interpretao; comparao com os sistemas siberianos. Quadro geral dos sistemas do Extremo Oriente; problemas te6ricos que levantam.

Anlise da nomenclatura chinesa. Graus de parentesco e graus de luto. Interpretao de Fng. Problemas que levanta. A questo da ordem tehao mau; tese de Granet; crtica de Hsu. Discusso geral: ordem tehao mau e geraes alternadas.

IH. A lndiaCAPTULO XXIV. o OSSO E A CARNE439

CAPITULO XXI,O

CASAMENTO

MATRILATERAL

391

As indicaes terminolgicas em favor do casamento matrilateral. Sua interpretao pela tecnonmia; discusso. O casamento com a filha do irmo da me na China contempornea. Suas implicaes tericas. Conseqncias do ponto de vista da histria do sistema Chins. O casamento oblquo; sua antiguidade; crtica de Granet e de Fng. Suas sobrevivncias modernas.

Extenso da distino entre "parentes do osso" e "parentes da carne"; seu valor terico. A troca generalizada na 1ndia: sistema Gond. Lugar da noo de casta num sistema de troca generalizada. A hipergamia. O casamento dito "por dom". A exogamia das sapindas; comparao com a ordem ichao mou. O casam