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CNPJ 60.933.603/0001-78 COMPANHIA ABERTA

RELATRIO ANUAL DA ADMINISTRAO - 2008

I. MENSAGEM AOS ACIONISTAS

Senhores Acionistas, A Administrao da CESP - Companhia Energtica de So Paulo, em cumprimento s disposies legais e estatutrias, submete apreciao de V.Sas. o Relatrio da Administrao e as correspondentes Demonstraes Financeiras, com os pareceres dos Auditores Independentes e do Conselho Fiscal referentes ao exerccio social encerrado em 31 de dezembro de 2008. Iniciamos 2008 com o processo de privatizao da Companhia. Entretanto o leilo de venda, marcado para 26 de maro de 2008, no se concretizou em vista da incerteza regulatria envolvendo o processo de prorrogao das concesses de duas importantes usinas hidreltricas da CESP, Ilha Solteira e Jupi, que juntas representam 67% da potncia instalada do seu parque gerador. Em fevereiro a CESP obteve a prorrogao, por um perodo de mais vinte anos, da concesso da Usina Eng. Srgio Motta, conhecida como Porto Primavera, O processo de venda da CESP acabou trazendo tona, em mbito nacional, a discusso das questes complexas que envolvem a renovao das concesses que vencem em 2015 em todo o pas, no s de parte importante das usinas de gerao, como tambm da concesso de grande parte das distribuidoras e transmissoras de energia eltrica nacionais. Em 13 de maio de 2008, foi criado grupo de trabalho, no mbito do Ministrio de Minas e Energia, com a tarefa de estudar este assunto, voltado s centrais de gerao hidreltrica. Em 22 de julho a este grupo foi incumbida a responsabilidade de estudar a questo das concesses de distribuio e transmisso de energia. O grupo de trabalho ainda no encerrou ou divulgou seus resultados, o que esperado para este primeiro semestre de 2009. As presses sobre a moeda brasileira, em decorrncia da crise econmica mundial que se estabeleceu principalmente a partir do segundo semestre do ano, produziram impactos negativos sobre a dvida da Companhia expressa em moeda estrangeira, com efeitos tanto sobre o valor do endividamento como sobre os resultados. Entretanto, o programa de reestruturao financeira realizado pela Administrao nos ltimos anos e o equilbrio no fluxo de caixa alcanado em 2007, permitiu que a Companhia enfrentasse com conforto seus compromissos durante este ano. Importante registrar que, na CESP, os reflexos mais significativos da crise no foram de carter financeiro e pouco impactaram o caixa da Companhia, dado o perfil de longo prazo de amortizao da dvida reestruturada, tendo-se concentrado tais reflexos sobre a posio econmica e contbil. As receitas operacionais da CESP cresceram 13,7% no ano, atingindo R$ 2.987 milhes, resultado obtido principalmente com o fornecimento de energia a grandes consumidores finais livres e com a incorporao de novo bloco de energia vendido s empresas distribuidoras atravs de leilo de energia existente. Em 2008 entrou em vigor a Lei n 11.638, de 28 de dezembro de 2007, que introduziu importantes alteraes na contabilidade das sociedades annimas e colocou o pas na direo da convergncia das normas contbeis brasileiras com as normas internacionais representadas como IFRS International Financial Reporting Standards. Com a criao do Comit de Pronunciamentos Contbeis, foram publicados diversos novos pronunciamentos CPCs para aplicao imediata, que tiveram reflexos sobre as Demonstraes Financeiras da Companhia. Em especial, a aplicao do CPC 01 Reduo ao Valor Recupervel de Ativos provocou impacto significativo sobre o valor do Ativo Imobilizado cujos reflexos foram lanados para resultado, de acordo com as recomendaes constantes daquele pronunciamento.

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II A CESP E SEU MERCADOA CESP a quarta geradora de energia eltrica do Brasil em capacidade instalada, possuindo um parque gerador exclusivamente hidrulico, com 7.455,3 MW (Megawatts) de potncia instalada, formado por seis usinas hidreltricas: Ilha Solteira (3.444 MW), Engenheiro Souza Dias (Jupi - 1.551,2 MW), Engenheiro Srgio Motta (Porto Primavera 1.540 MW), Trs Irmos (807,5 MW), Paraibuna (85 MW) e Jaguari (27,6 MW), o que lhe permite comercializar 3.916 MW mdios de energia assegurada, o que representa cerca de 9,0% da energia assegurada do pas, de origem hidrulica. Atua competitivamente nos Ambientes de Contrataes Livre (ACL) e Regulado (ACR). Para diversificar seu portiflio de clientes, a Empresa ampliou sua participao no Mercado Livre, passando a atender consumidores livres e comercializadoras, alm das distribuidoras atendidas no ACR. Prorrogao do Contrato de Concesso da UHE Eng Srgio Motta (Porto Primavera) O prazo de concesso da Usina Hidreltrica Eng Srgio Motta (Porto Primavera) foi prorrogado por 20 anos, at 21.05.2028, conforme Portaria do Ministrio de Minas e Energia - MME n 110, de 18.03.2008, motivando, em 25.03.2008, o estabelecimento do Primeiro Termo de Aditivo ao Contrato de Concesso n 003/2004.

LOCALIZAO DAS USINAS HIDRELTRICAS

Produo de energia eltrica A produo de energia eltrica das usinas da CESP programada e executada de acordo com os Procedimentos de Rede e sob a coordenao do ONS - Operador Nacional do Sistema Eltrico, garantindo-se a preservao de seus ativos e o cumprimento de suas obrigaes sociais e ambientais. A busca pela eficincia na produo se baseia na associao dos recursos fundamentais, quais sejam: disponibilidade, recursos hdricos e oportunidades de alocao de produo no Sistema Interligado Nacional (SIN).

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Em 2008, a CESP produziu 4.683 MW mdios (19,6% acima da energia assegurada nominal de 3.916 MW mdios), o que correspondeu a 60% da energia eltrica produzida no Estado de So Paulo e a 10% de toda energia eltrica produzida no Brasil.

ENERGIA PRODUZIDA E ASSEGURADA MEGAWATTS - MW MDIOS (2003 A 2008)

A produo da CESP, medida pelo tempo em que esta energia esteve disposio e foi consumida no sistema eltrico, pode ser demonstrada em GWh (Gigawatts hora corresponde a 1.000 Megawatts hora - MWh ou um milho de Kilowatts hora KWh) no quadro adiante:

EVOLUO DA PRODUO (GIGAWATTS HORA - GWh) 2003 A 2008

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Armazenamento nos Reservatrios O nvel de armazenamento de gua nos reservatrios da CESP, assim como das demais geradoras do Pas, resultado de vrios fatores, entre eles as condies hidrolgicas e a otimizao sistmica coordenada pelo ONS:

USINAILHA SOLTEIRA TRS IRMOS JAGUARI PARAIBUNAComercializao de energia

PERCENTUAL DE VOLUME TIL31.12.2007 31.12.2008

43% 53% 48% 40%

59% 63% 86% 67%

Em 2008, a energia assegurada foi comercializada no Ambiente de Contratao Regulado - ACR, por meio dos Contratos de Compra de Energia no Ambiente Regulado - CCEARs com as distribuidoras e dos Contratos de Compra de Energia CCEs s distribuidoras com carga inferior a 500 GWh/ano; no Ambiente de Contratao Livre - ACL, por meio dos contratos de venda de energia eltrica de curto, mdio e longo prazos, negociados com as comercializadoras e os consumidores livres; e as diferenas entre a energia produzida, energia assegurada e a energia contratada, foram contabilizadas e liquidadas pela Cmara de Comercializao de Energia Eltrica - CCEE. Ambiente de Contratao Regulado - ACR A parcela de energia destinada ao ACR, com o incio de vigncia dos CCEARs para o produto 2008-2015, adicionou 170 MW mdios aos 1.998 MW mdios vigentes desde janeiro 2007, considerando os CCEARs originais. A legislao faculta s distribuidoras a reduo dos CCEARs em decorrncia da sada de consumidores livres, por variao de mercado e contratos assinados antes do advento do Decreto n 5.163/04. Essas redues so precedidas do processamento do Mecanismo de Compensao de Sobras e Dficits MCSD pela CCEE. Desde o incio dos CCEARs at o final de 2008, foram processadas 563 cesses, acumulando uma devoluo, nesse perodo, de 109 MW mdios para a CESP. A CESP obteve, entre 2004 e 2008, os seguintes resultados nos leiles de energia regulados pela Agncia Nacional de Energia Eltrica ANEEL, e realizados por intermdio da CCEE no ACR:

Eventos 1 Leilo de Empreendimentos (07.12.2004) 2 Leilo de Empreendimentos (02.04.2005) 4 Leilo de Empreendimentos (11.10.2005) Energia de Existentes Energia de Existentes Energia de Existentes

Energia Comercializada 800 MW mdios 1.178 MW mdios 20 MW mdios 170 MW mdios

Perodo do Contrato 2005 a 2012 2006 a 2013 2007 a 2014 2008 a 2015

Preos 1 R$ 62,10/MWh R$ 68,37/MWh R$ 77,70/MWh R$ 83,50/MWh

120 MW mdios 148 MW mdios 82 MW mdios

2009 a 2016 2010 a 2039 2009 a 2038

R$ 93,43/MWh R$ 116,00/MWh R$ 124,97/MWh

1 Leilo de Energia de Novos Empreendimentos (16.12.2005) 2 Leilo de Energia de Novos Empreendimentos (29.06.2006)

Neste ambiente ACR foram tambm comercializados 119 MW mdios com as distribuidoras de menor porte, por meio dos CCEs, o que permitiu alcanar 2.178 MW mdios comercializados no ACR.

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Ambiente de Contratao Livre - ACL Neste segmento de mercado, em 2008, a parcela de energia referente aos contratos de mdio e longo prazos correspondeu a 1.596 MW mdios. Resultados da Comercializao de Energia Em 2008, a CESP comercializou 3.774 MW mdios em contratos, o que representou 98,2% da energia disponvel comercializao (3.844 MW mdios entre energia assegurada e compras). Alm do volume contratado, liquidou ainda na CCEE o equivalente a 104 MW mdios de energia no mercado SPOT ao Preo de Liquidao das Diferenas PLD, e forneceu 628 MW mdios de energia ao Mecanismo de Realocao de Energia MRE ao preo da Tarifa de Energia de Otimizao - TEO, mantendo uma posio superavitria em 2008. Abaixo, o grfico comparativo da energia comercializada em MW mdios:

6.000

5.000 4.0003.000 2.000 1.000 -

ACL

ACR

EASS + COMPRAS

GERAO

GRFICO COMPA