Carta Progama Chapa Roda Viva

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  • 7/27/2019 Carta Progama Chapa Roda Viva

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    Carta Programa Gesto CAAJA 2013/2014

    Lassa Shimabucoro Furilli(Jump- Turma V)- Presidente

    Joo Pedro Costa Torbio (Toba- Turma V)- Vice Presidente

    Bruna Santiago Franchini (Furo- Turma VI)- 1 Secretria

    Ingrid Foltz Hanser (Caralha- Turma IV)- 2 Secretria

    Otvio Miguel Carvalho (Tat- Turma IV)- 1 Tesoureiro

    Vincius Ehrhardt Julio Drago (Bauboa- Turma V)- 2 Tesoureiro

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    Como Surgimos?

    Esta chapa surgiu no seio de um conflito envolvendo as funes que um Centro Aca-dmico deve executar alm daquilo que se executa. Mais do que isso, surgimos da necessi-dade de se repensar nossa finalidade essencial, ou seja, nosso escopo como um rgo polti-co e representativo do corpo discente da FDRP.

    Nascido h pouco, o CAAJA foi ganhando forma com o passar dos anos e lanandosuas bases, e hoje se encontra entre os Centros Acadmicos mais atuantes do campus daUSP em Ribeiro Preto. Permeando a fase de construo da FDRP, o CAAJA se preocupouem suprir as necessidades da faculdade. Por ser uma instituio muito nova, entra agora,com as prximas gestes, no perodo de sua consolidao perodo que suscita a necessi-dade de muitas mudanas, com as novas turmas ingressantes e a sada das pioneiras; e estachapa pretende dar nfase a essa transformao. J que toda transformao gradual, oCentro Acadmico deve caminhar sempre em busca de aperfeioamento e novas formas de

    atuao, construindo, assim, sua identidade, como as outras instituies da nova academia.

    Em nossa articulao, levantaram-se questes como: qual o papel do Centro Acad-mico? Quais so as atuais necessidades da faculdade? O que precisa ser consolidado, trans-formado, melhorado; e o que no deve ser repetido? Como poderemos agir para sermosmais representativos? Como alcanaremos maior engajamento para atingir a politizao?Como poderemos cumprir nosso papel no s como um Centro Acadmico, mas como estu-dantes de Direito da Universidade mais prestigiada do pas?

    Com esses questionamentos, elaboramos nossas propostas e escrevemos esta cartaprograma.

    Comeamos constatando os entraves aos projetos propostos pelas gestes passadasdentro do Centro Acadmico, doravante CA. Constatamos que o CA pensado em nossafaculdade como algo fechado ou ento como um promotor de eventos devido falta depublicidade efetiva e de transparncia das aes, alm de uma srie de outros fatores queextrapolam as aes do Centro Acadmico. Constatamos que o CA trouxe para si muitasfunes, muitas propostas, muitos eventos de teores diferentes, tentando representar atotalidade dos alunos, e que isso impediu o aprofundamento em projetos mais complexos,alm de ter impedido um posicionamento poltico efetivo. Constatamos que h pouco di-logo entre as instituies, os representantes discentes e o corpo discente. Constatamos que

    h uma bolha elitista e acadmica que envolve a USP de Ribeiro Preto, mais ainda a nossafaculdade, e que h contato insuficiente com a cidade e a sociedade ribeiro-pretanas.Constatamos que os transferidos no possuem ainda representao efetiva e precisam demaior ateno s suas demandas, j que, at ento, tm sido tratados com displicncia.Constatamos que h problemas estruturais relacionados ao estatuto do CA que atravancamo funcionamento da instituio.

    Nossas PropostasConsiderando tudo isso, pontuamos quais so, para ns, as principais reas de atua-

    o nas quais o CA necessita empenhar-se e nos comprometemos com elas:

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    1. Maior interao com os alunos, no sentido de tornar o Centro Acadmi-co mais atrativo e representativo de suas reivindicaes, j que os dis-centes no veem no Centro Acadmico um rgo poltico passvel de po-tencializar suas aspiraes polticas, executar projetos ou suscitar deba-

    tes de seu interesse;

    2. Participar das discusses acerca do Projeto Poltico Pedaggico, salien-tando sua extrema importncia e acompanhando suas audincias pbli-cas; e reivindicar espaos deliberativos efetivos para externalizar as de-mandas dos discentes;

    3. Reivindicar reunies abertas da Congregao ao lado dos representantesdiscentes, preconizando pela transparncia e publicidade;

    4. Participar da semana de recepo aos calouros e transferidos (de todasas chamadas), lutando por prticas de trotes no abusivos, inclusive coma organizao de um trote solidrio;

    5. Propor maior atuao poltica e social dos alunos por meio de interven-es, conscientizando-os de sua condio de futuros juristas, detentoresde instrumentos efetivos de mudana na sociedade em que esto inseri-dos;

    6. Estruturar e apoiar uma comisso que colocar em prtica a criao deum Cursinho Popular na FDRP, totalmente gratuito, ampliando as ativi-dades de extenso;

    7. Potencializar a sala do CA, transformando-a em um local mais atrativo eaberto a todos os discentes, inspirando o sentimento de que aquele es-pao de todos os alunos, no vinculado apenas ao uso da gesto ou dehorrios especficos de funcionamento, at devido falta imediata deum Centro de Vivncia;

    8. Propor aes efetivas para maior democratizao da USP, como eleiesdiretas para reitor, lutando pela reformulao da estrutura arcaica emque se encontra a Universidade de So Paulo em conjunto com o Movi-mento Estudantil;

    9. Lutar pela implantao de um curso noturno em nossa faculdade, o queproporcionaria potencial renovao do perfil do egresso alm de ampli-ao da possibilidade de ingresso no ensino superior pela populao,sem olvidar, tambm, do oferecimento de um instrumento de auxlio

    aos alunos que possuem disciplinas dos anos em que no esto regular-mente matriculados a serem cursadas;

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    10.Suprir o vcuo de representatividade em relao aos transferidos, vistoque, com o aumento do nmero de ingressantes, torna-se cada vez maisevidente a necessidade de representao de suas demandas, uma vezque no possuem representante discente especfico, e no existe, ainda,

    uma articulao que promova de forma conjunta e organizada o enfren-tamento de seus problemas;

    11.Participar das reunies acerca da construo do novo bloco da FDRP edivulgar suas pautas, dando grande destaque s necessidades dos alu-nos, dos professores e dos funcionrios, abrindo espao para delibera-o de propostas e fiscalizao das obras desse bloco em conjunto comos alunos e Conselho Fiscal por se tratar de destinao de verba pblica;

    12.Dar continuidade estatuinte do Centro Acadmico, visto que o Estatu-to, elaborado pela primeira turma antes mesmo de se ter um CentroAcadmico funcionante, encontra-se obsoleto, ingnuo e contraditrio,no abrangendo as necessidades atuais da prpria instituio, sendo es-se processo todo divulgado e feito com consulta e propostas dos alunos,o que deixar um legado para as prximas gestes;

    13.Abrir maior dilogo e aproximao com as instituies e grupos da fa-culdade, como com a Associao Atltica Acadmica Casa 7, NAJURP,cios de Ofcio, Coletivo Feminista Capitu, Bateria Estouro, Jurisconsul-tus, Canto dos Famintos e todas as demais para que atuemos em con-junto em diversas frentes e nos constituamos como fora poltica con-junta frente administrao da faculdade;

    14.Ainda no sentido de interao e posicionamento frente administrao,docentes e funcionrios, propor um modelo de avaliao pelos alunos aser utilizado como instrumento de diagnstico da faculdade em geral.Assim, o acompanhamento da atuao da Comisso Assessora de Avali-ao e a construo de mecanismos que venham a complementar os

    mtodos de avaliao institucionais em seus pontos deficitrios so fer-ramentas essenciais;

    15.Promover e fomentar o engajamento dentro da prpria gesto do Cen-tro Acadmico, com reunies de formao, por meio de estudos e deba-tes para que a instituio se consolide politicamente;

    16.Dar continuidade ao oferecimento de curso de idiomas aos discentes daFDRP, prezando pela manuteno da altssima qualidade atingida. Im-

    portante complemento da graduao, os cursos tem sido verdadeiros di-

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    ferenciais, auxiliando os discentes a alcanar os seus objetivos de mobi-lidade internacional;

    17.Seguir os princpios definidos pelo Movimento Estudantil Paulista elen-cados na Carta de Ibiuna para o binio 2014-2016, assim como ampliar odilogo com outros Centros Acadmicos e outras entidades de represen-tao estudantil em geral. Bem como estruturar uma reaproximaocom a FENED, visando em mbito nacional uma mais ampla discussosobre a estrutura curricular e os rumos tomados pelos cursos de Direitoem todo o pas;

    18.Apoiar manifestaes que busquem uma melhora no pas de maneiracrtica e efetiva, acompanhando e apoiando as causas defendidas, porexemplo, pelo Movimento Passe Livre e pelo Movimento Panelao;

    19.Apoiar a estruturao de um Departamento Jurdico junto faculdade;20.Defender os interesses dos alunos frente ao corpo docente e instncias

    da FDRP, atuando como canal de dilogo entre alunos, administrao,docentes e funcionrios;

    21.Proporcionar a abertura de um canal entre a cidade e a faculdade, pro-movendo mudanas e exercitando a cidadania, atuando, por exemplo,em parceria com o Observatrio Social de Ribeiro Preto*.

    * O Observatrio Social uma associao sem fins lucrativos recentemente criada nesta

    cidade e funciona como um rgo fiscalizador da administrao pblica e da gesto de Ri-

    beiro Preto, composto por integrantes da sociedade civil dos mais diversos ramos profissio-

    nais. Com o intuito de aproximar a Faculdade de Direito de Ribeiro Preto de seu municpio

    sede e cultivar uma consistente atuao poltica que traga melhorias para o cenrio ribei-

    ro-pretano e para o campus USP Ribeiro, ns estabeleceremos vnculo com esta associa-

    o, cujo escopo absolutamente convergente com nossos ideais

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