Aula 7º ano - Evolução

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    27-Jun-2015

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<ul><li> 1. Evoluo dos seres vivos </li></ul> <p> 2. Substantivo feminino. 1.Deslocamento progressivo. 2.Srie de movimentos concatenados e harmnicos. 3.Sucesso de acontecimentos em que cada um est condicionado pelo(s) anterior(es). 4.Processo de transformao em que certas caractersticas ou elementos simples ou indistintos se tornam aos poucos mais complexos ou mais pronunciados; desenvolvimento. 5.Biol. Segundo o darwinismo (q.v.), processo que, ao longo de sucessivas geraes, leva diferenciao das espcies, determinado por mutaes genticas e por seleo natural. [Plural.: es.] O que significa evoluo? (Dicionrio Aurlio) 3. Evoluo O que significa? Processo de transformaes ao longo do tempo. Nem sempre essas transformaes so para melhor. Ao longo do tempo, algumas coisas aparecem e outras desaparecem. 4. Teorias cientficas Uma teoria cientfica sustentada por evidncias obtidas por meio de observaes cuidadosas, registros, medies, experimentos e tambm em outras teorias que j foram aceitas pelos cientistas. As teorias cientficas podem ser modificadas ou substitudas por novas descobertas que a contrariem. 5. Mtodo cientfico um conjunto de regras bsicas e etapas utilizadas para produzir um conhecimento cientfico. Na maioria das cincias, isto consiste em juntar evidncias observveis (fatos, provas, pistas, etc), empricas (isto , a partir de experincias ou observaes) e mensurveis (que se pode medir) e as analisar com o uso da lgica. 6. Observao a visualizao de um fato ou fenmeno. Essa observao deve ser repetida vrias vezes, buscando obter o maior nmero possvel de detalhes, sendo realizada, portanto, com a maior preciso possvel. 7. Formulao de perguntas (problemas) Em que situaes aparece um arco-ris? Como surge um arco-ris? O que essa fumaa que sai da panela? Por que essa fumaa se forma quando aquecemos gua na panela? Do que feita a ferrugem? De onde surge a ferrugem? 8. Elaborao de hipteses Hipteses so respostas provisrias para os questionamentos que foram feitos ao se observar o fenmeno natural ou fato. As hipteses podem ser confirmadas ou negadas atravs de experimentos ou de evidncias (provas, pistas). Exemplo Pergunta: De onde surge a ferrugem? Hiptese 1: A ferrugem surge do contato do metal com o ar. Hiptese 2: A ferrugem provocada por microrganismos que vivem no ar. 9. Experimentao Por meio de experimentos possvel verificar se cada hiptese verdadeira ou no. Estes experimentos devem ser controlados e possveis de serem repetidos vrias vezes, por diferentes pessoas em diferentes locais. Exemplos Deixar vrios tipos de metal (alumnio, ferro, cobre, etc) entrarem em contato com bactrias presentes no ar atmosfrico. Colocar metais em contato com o gs oxignio da atmosfera, sem a presena de microrganismos. 10. Teoria cientfica Os resultados dos experimentos nos permitem verificar se cada hiptese levantada inicialmente verdadeira ou no, isto , se responde corretamente pergunta-problema ou no. Se a hiptese for confirmada, possvel formular uma teoria cientfica que explique aquele fenmeno ou fato. A teoria cientfica uma explicao mais completa formulada por cientistas e capaz de explicar um fenmeno ou fato. As teorias cientficas so apoiadas em evidncias encontradas (objetos, pistas, provas, fatos), observaes cuidadosas, registros, medies, experimentos e tambm em outras teorias que j foram aceitas pelos cientistas. Se novas evidncias que contrariem a teoria forem encontradas, a teoria pode ser modificada ou at substituda por uma nova teoria. 11. Teoria da evoluo dos seres vivos Em 1831, o naturalista Charles Darwin (1809-1882), foi convidado a participar de uma viagem de volta ao mundo que durou cinco anos a bordo do navio ingls Beagle, com a misso de estudar a geologia, a fauna e a flora dos locais visitados. Revendo o extenso material coletado e as observaes que fez ao longo da viagem e refletindo sobre suas leituras de geologia, Darwin estava convencido de que a evoluo biolgica das espcies ocorria. Darwin leu o livro Ensaio sobre a populao, de Thomas Malthus, que o ajudou a criar o conceito-chave de sua teoria evolucionista, a ideia de seleo natural. 12. Charles Darwin (1809-1882) 13. Viagem do navio HMS Beagle (27 de dezembro de 1831 a 2 de outubro de 1836) 14. Viagem do navio HMS Beagle (27 de dezembro de 1831 a 2 de outubro de 1836) 15. Teoria da evoluo dos seres vivos Finalmente, em 1859, Darwin publicou o seu livro: A origem das espcies por meio da seleo natural. Nesse livro, ele propunha uma nova teoria evolutiva, que constitui a base de todas as modernas teorias evolutivas. 16. Evidncias que sustentam a teoria da evoluo Fsseis Similaridades morfolgicas (caractersticas fsicas semelhantes em espcies diferentes) Semelhanas embriolgicas (os embries dos animais so mais parecidos entre si do que as formas adultas) Estruturas vestigiais (partes do corpo que no tem mais funo, mas so mantidas) Biogeografia (distribuio geogrfica de animais e plantas) Evidncias moleculares (quanto maior o parentesco entre dois organismos, mais semelhantes so suas molculas, seu material gentico) 17. Teoria da evoluo por seleo natural Seleo natural o conceito central na teoria da evoluo de Charles Darwin. Esta ideia considera quatro caractersticas fundamentais de uma populao (conjunto de indivduos da mesma espcie que vivem em um mesmo local): Variabilidade: os indivduos no so idnticos, mas apresentam pequenas variaes entre si; Crescimento: uma populao tende a crescer, pois os organismos se reproduzem; Falta de recursos: se as populaes crescem, em algum momento podero faltar recursos (alimento, parceiros reprodutivos, espao, etc); Competio: se faltarem recursos, os indivduos competiro entre si para garantir sua prpria sobrevivncia e reproduo. 18. Se os indivduos de uma populao no so iguais, alguns deles podem ter caractersticas que os favoream na competio por recursos. Por exemplo, em uma populao de peixes, indivduos que tenham nadadeiras mais desenvolvidas e nadarem melhor tm mais chances de sobreviver e se reproduzir. Se os descendentes herdarem dos pais as caractersticas favorveis, ao longo das geraes, essas caractersticas tendem a estar presentes na maioria dos indivduos. Teoria da evoluo por seleo natural 19. Por outro lado, na populao tambm pode haver indivduos com caractersticas desfavorveis, isto , que no contribuem para sua sobrevivncia. Por exemplo, peixes com nadadeiras menos desenvolvidas, que nadem mais lentamente. Estes, provavelmente, deixaro menos descendentes e, assim, as caractersticas desfavorveis tendem a desaparecer da populao. Darwin deu o nome de seleo natural sobrevivncia e reproduo diferencial dos indivduos melhor adaptados de uma populao em detrimento dos menos adaptados. Segundo o conceito de seleo natural, o ambiente que seleciona os indivduos melhor adaptados, que tendem a sobreviver e perpetuar a espcie. A seleo natural um dos fatores associados evoluo das espcies. Teoria da evoluo por seleo natural 20. Seleo natural Imagine que em um bando de ursos brancos do plo norte tenha nascido um urso com membros locomotores mais musculosos, que o tornam mais rpido que os outros. Dizemos que este urso mais bem adaptado que os ursos mais lentos. Tem mais chances de deixar filhotes que os outros, e seus filhotes podero herdar genes que o fazem ter membros mais musculosos. Assim, sero tambm mais rpidos nas caadas e, da mesma forma, tero mais chances de sobreviver. Um membro locomotor mais musculoso , portanto, uma adaptao, ou seja, uma caracterstica que facilita a sobrevivncia do urso. Outras adaptaes so a pelagem grossa e branca. 21. Como essas adaptaes favorecem sobrevivncia e a reproduo, os indivduos que apresentam essas caractersticas tendem a ser mais numerosos na populao. Consequentemente, o nmero de descendentes com essas caractersticas cresce ao longo do tempo. Com outros indivduos ocorre o contrrio, e o nmero de seus descendentes diminui. Todas essas novidades podem surgir por mutaes, ou seja, por mudanas nos genes contidos no DNA (material gentico). As mutaes geram novos genes e, consequentemente, novas caractersticas. Algumas delas aumentam a chance de um organismo sobreviver e deixar mais filhos; outras podem prejudic-lo de alguma forma e talvez at imped-lo de deixar descendentes; outras, por fim, podem no fazer nenhuma diferena para a sobrevivncia do organismo. A reproduo sexuada, por combinar genes maternos e paternos, tambm produz combinaes novas de genes e de caractersticas. Portanto, igualmente importante no processo de evoluo. Seleo natural 22. O ncleo o centro de controle da clula, onde h fios microscpicos, os cromossomos. Um ser humano possui 46 cromossomos organizados em pares (23), nos quais se encontra o DNA (cido desoxirribonucleico) O DNA o material qumico do qual feito o gene, contido no cromossomo O gene a unidade bsica da hereditariedade, pois ele que controla a produo de protenas na clula As protenas atuam nas caractersticas dos seres vivos: cor dos olhos, cor da pele, tipo de nariz, etc. 23. DNA 24. Cromossomos 25. Clula e ncleo da clula Cromossomo DNA 26. Gene Os genes so responsveis por diversas caractersticas de um ser vivo. 27. Genes e hereditariedade 28. Exemplo de seleo natural: os tentilhes de Galpagos Em sua viagem, o Beagle esteve no arquiplago das ilhas Galpagos, onde Darwin encontrou alguns dos exemplos mais importantes para a fundamentao de sua teoria evolucionista. Nestas ilhas, havia diferentes espcies de tentilho, ave que tambm pode ser encontrada no continente. Estudando os tentilhes das ilhas, Darwin concluiu que, no passado, teria existido um nico tipo dessa ave, que colonizou as ilhas. Ao longo das geraes, em cada ilha foram naturalmente selecionados os indivduos com bicos mais favorveis sobrevivncia, isto , bicos mais adaptados ao tipo de alimento disponvel. Ou seja, de uma nica espcie de tentilho que vivia no continente, evoluram diferentes espcies da ave que vivem nas ilhas. 29. Exemplo de seleo natural: os tentilhes de Galpagos 30. Resumo da teoria da evoluo dos seres vivos As espcies existentes hoje em dia no so as mesmas de bilhes ou milhes de anos atrs. Evoluo o processo de transformao pelo qual passam os seres vivos ao longo do tempo, originando novas espcies. As caractersticas dos seres vivos so reguladas pelo seu material gentico (DNA). As alteraes que podem ocorrer no material gentico so chamadas de mutaes. 31. Resumo da teoria da evoluo dos seres vivos As mutaes resultam, ento, no surgimento de caractersticas novas, que podem ser favorveis ou no para a adaptao dos organismos ao ambiente em que vivem. Seleo natural: o ambiente seleciona os indivduos que possuem caractersticas favorveis (melhor adaptados) e tende a eliminar quem tem caractersticas desfavorveis (pior adaptados). As caractersticas favorveis podem ser transmitidas aos descendentes, permitindo que a espcie seja mais bem adaptada a um determinado ambiente 32. Evidncias que sustentam a teoria da evoluo: registro fssil 33. Evidncias que sustentam a teoria da evoluo: similaridades morfolgicas cavalo zebra jumento 34. Evidncias que sustentam a teoria da evoluo: semelhanas embriolgicas 35. Estruturas vestigiais so remanescentes de estruturas que tiveram funo nos ancestrais, mas cuja utilizao foi reduzida por uma mudana na utilizao de nichos ecolgicos (modos de vida). Evidncias que sustentam a teoria da evoluo: estruturas vestigiais 36. Evidncias que sustentam a teoria da evoluo: estruturas vestigiais Apndice: funo original era digerir celulose e hoje protege contra infeces por bactrias simbiticas que ajudam na digesto 37. Evidncias que sustentam a teoria da evoluo: estruturas vestigiais Espcies de peixes que vivem em cavernas completamente escuras tm olhos vestigiais, no funcionais. Quando seus ancestrais com viso acabaram vivendo em cavernas, no havia mais nenhuma seleo natural para manter a funo dos olhos desses peixes. Ento, peixes com viso melhor no mais competiam com os de pior viso. Hoje, esses peixes ainda tm olhos mas eles no so funcionais e no uma adaptao; eles so apenas subprodutos da histria evolutiva desses peixes. 38. A atual distribuio de animais e plantas se deve histria de sua disperso a partir de seus pontos de origem. Quanto mais tempo os continentes tenham estado isolados um do outro, mais diferentes so os organismos que habitam cada regio. Evidncias que sustentam a teoria da evoluo: biogeografia 39. O Aepycamelus ("camelo alto"), apelidado de camelo-girafa, foi um ancestral dos atuais camelos que viveu nos Estados Unidos durante a poca do Mioceno, h 10 milhes de anos. Chegava a 3 m de altura e pesava 570 kg. Vivia em pequenos grupos, comendo as folhas mais altas das savanas, como as girafas. Migrando para a sia e frica, deu origem aos camelos e dromedrios de hoje. O Aepycamelus tinha cabea pequena, pescoo e pernas longos, cauda curta e ps "almofadados". Pode ter sido extinto com a mudana de temperatura no fim do Mioceno. Espcies: Aepycamelus alexandrae, A. bradyi, A. elrodi, A. giraffinus, A. latus,A. major, A. priscus, A. proceras, A. robustus e A. stocki 40. Camelo moderno Os camelos (Camelus) constituem um gnero de ungulados artiodctilos (com um par de dedos de apoio em cada pata) que contm duas espcies: o dromedrio (Camelus dromedarius), de uma corcova e o camelo- bactriano (Camelus bactrianus), de dois sacos. Ambos so nativos de reas secas e desrticas da sia e Norte da frica. Ambas as espcies so domesticadas, que fornecem leite e carne, e so animais de trao. Os humanos tm domesticados camelos h milhares de anos. 41. Lhamas Alpacas Guanaco Vicunha 42. Quanto mais prximo o parentesco evolutivo entre dois organismos, mais semelhantes so as respectivas molculas como, por exemplo, seus materiais genticos. Evidncias que sustentam a teoria da evoluo: evidncias moleculares </p>