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Aula 3 -3 Serie- Ecologia

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Text of Aula 3 -3 Serie- Ecologia

Biologia. Aula 03O termo "Ecologia" foi criado por Ernest Heinrich Philipp August Haeckel (Potsdam, 16 de Fevereiro de 1834 - Jena, 9 de Agosto de 1919), em 1869, em seu livro "Generelle Morphologie des Organismen", para designar "o estudo das relaes de um organismo com seu ambiente orgnico ou inorgnico.

Ecologia

Ele foi um naturalista alemo que ajudou a popularizar o trabalho de Charles Darwin e um dos grandes expoentes do cientismo positivista. Props alguns termos utilizados freqentemente como filo e ecologia.

As observaes cientficas de Haeckel levaram proposio de uma ligao entre a ontogenia (desenvolvimento da forma) e a filogenia (descendncia evolutiva), mais tarde chamada de teoria da recapitulao e consubstanciada na expresso "a ontogenia recapitula a filogenia".

O conceito original de Ecologia evoluiu at o presente no sentido de designar uma cincia, parte da Biologia, e uma rea especfica do conhecimento humano que tratam do estudo das relaes dos organismos uns com os outros e com todos os demais fatores naturais e sociais que compreendem seu ambiente.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTVELO desenvolvimento sustentvel preconiza processos de mudana scio-polticas, scio-econmicas e institucionais que assegurem a satisfao das necessidades bsicas da populao e a eqidade social, tanto no presente quanto no futuro, promovendo oportunidades de bem-estar econmico que sejam compatveis com as circunstncias ecolgicas de longo prazo.

O desenvolvimento pode ser considerado sustentvel quando atinge as seguintes esferas:Ecolgica: pela conservao dos ecossistemas e pelo manejo racional do meio ambiente e recursos naturais. Econmica: promove atividades produtivas razoavelmente rentveis preocupadas mais com a qualidade de vida que com a quantidade da produo, e que tenham relativa permanncia no tempo. Social: as atividades e o contedo dos processos de desenvolvimento so compatveis com os valores culturais e com as expectativas da sociedade. Existe uma base de consenso entre os atores sociais participantes que permite controlar as decises e as aes que afetam seu destino.

Apesar de sua abrangncia, o conceito de desenvolvimento sustentvel distinto quando aplicado s diversas formaes sociais e realidades histricas. O que sustentvel nos pases desenvolvidos da ps-modernidade globalizada no necessariamente para os pases dependentes e pobres.A anlise do conceito de desenvolvimento sustentvel leva identificao de dois desafios: conceituar as necessidades do presente onde a questo como conciliar as necessidades atuais com as futuras, quando, na verdade, as do presente devem receber o mximo de prioridade.

O segundo desafio manifesta-se na operacionalizao de limites que corresponde capacidade de suporte do meio ambiente, que, em face s tecnologias atuais, ainda limitada para atender s necessidades presentes e futuras, sobretudo nos pases perifricos.

IMPACTO AMBIENTAL

"Uma alterao (ambiental) pode ser natural ou induzida pelo homem, um efeito uma alterao induzida pelo homem, e um impacto inclui um julgamento do valor da significncia de um efeito." (Munn,1979.)

PROBLEMAS E IMPACTOS AMBIENTAISEmbora existam tantos impactos ambientais, trataremos aqui de dois que esto em voga, apesar de sabermos deles h muito tempo, j que a mdia os tem tratado com nfase atualmente:

1) O aquecimento global da atmosfera / efeito estufa; 2) O esgotamento da camada de oznio da estratosfera.

AQUECIMENTO GLOBAL / EFEITO ESTUFA

A palavra aquecimento global refere-se ao aumento da temperatura mdia dos oceanos e do ar na superfcie da Terra. Tem-se verificado nas dcadas mais recentes que h possibilidade que ele aumente durante o corrente sculo. Se este aumento se deve a causas naturais ou antropognicas (provocadas pelo homem), ainda objeto de muitos debates entre os cientistas, embora muitos meteorologistas e climatlogos tenham afirmado publicamente que consideram provado que a ao humana realmente est influenciando a ocorrncia do fenmeno.

O uso de energia tem sido obtida sobretudo de combustveis fsseis, como gs natural, o petrleo e o carvo. Essa utilizao intensa dos materiais energticos fsseis aliado agricultura extensiva e outros fatores que alteram a biosfera, tem resultado num acrscimo mensurvel da concentrao de gs carbnico na atmosfera. Embora automveis e usinas produtoras de energia contribuam com aproximadamente 5% do gs carbnico liberado em naes industrializadas, a devastao e queima de florestas tropicais em pases como o Brasil outro grande contribuinte.

Desde 1860, entre 90 e 180 bilhes de toneladas de carbono foram liberados na atmosfera em decorrncia de queimadas e desmatamentos, acrescidos de 150 a 190 bilhes de toneladas devido combusto de carvo, petrleo e gs natural.

ALGUNS POLUENTESDixido de Carbono - combusto de petrleo e de carbono, de incndios florestais. Clorofluorcarbono - usado em aerossis, pela indstrias de plsticos e em aparelhos de ar condicionados e refrigeradores. Metano - produzido pela atividade agrcola, principalmente em lavouras de arroz e na criao de gado. xido Nitroso - de indstrias de fertilizantes qumicos, queima de madeira e de combustveis fsseis.

* xido Nitroso Origem Natural: decomposio de nitrognio Humano: indstria de fertilizante, combusto de petrleo Durao: 150 anos

* Metano Origem Natureza: decomposio vegetal ou animal protegida do ar Humana: criao de gado, produo petrolfera Durao: 10 anos * Polifluorcarbono Origem Natureza: nenhuma Humana: produtos derivados da fundao do alumnio Durao: varivel

* Hidrofluorcarbono Origem Natureza: nenhuma Humana: aerossis, refrigeradores,ar condicionados Durao: 40-250 anos

* Hexafluoreto Origem Natural: nenhuma Humana: equipamento eletrnicos Durao: 3,2 mil anos

* Dixido de Carbono Origem Natureza: oceanos decomposio vegetal, respirao de animais Humana: queima de combustveis fsseis 9carvo, petrleo, gs) Durao: 120 anos

O efeito estufa o aquecimento da Terra, ou seja, a elevao da temperatura terrestre em virtude da presena de certos gases na atmosfera. Esses gases permitem que a luz solar atinja a superfcie terrestre, mas bloqueia e enviam de volta parte da radiao infravermelha (calor) irradiada pela Terra. As principais conseqncias seriam a alterao das paisagens vegetais, que caracterizam as diferentes regies terrestres, e o derretimento das massas de gelo, provocando a elevao do nvel do mar e o desaparecimento de inmeras cidades e regies litorneas.

O Intergovernmental Panel on Climate Change IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanas Climticas, estabelecido pelas Naes Unidas e pela Organizao Meteorolgica Mundial em 1988), em seu relatrio mais recente, diz que grande

parte do aquecimento observado duranteos ltimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito estufa, causado de pela gases de grande origem outras as Comparao de 10 curvas procurando estimar a variao de temperatura na Terra nos ltimos 2000 anos. O IPCC faz notar que os valores anteriores a 1860 so muito incertos, porque os dados referentes ao Hemisfrio Sul so insuficientes. A curva vermelho indica uma temperatura atual semelhante que ocorreu na Europa no perodo quente da Idade Mdia. concentrao aumento alteraes de

antropognica (incluindo, para alm dogases por estufa, como, exemplo,

devidas a um maior uso de guas subterrneas e de solo para a agricultura industrial, maior consumo energtico e

poluio).

Para diminuir as emisses dos gases provenientes de queima do carvo e do petrleo, principais responsveis pelo aquecimento global, governos de todo o planeta assinaram, em 1997, o "Protocolo de Kyoto". O acordo obrigaria os pases industrializados a diminuir, entre 2008 a 2012, a emisso de gases poluentes a um nvel 5,2% menor que a mdia de 1990.(ver material anexo)

Projees da mdia do aumento do nvel do mar (em metros).

Queima dos combustveis fsseis libera carbono.

De De combustveis combustveis fsseis lquidos

De De combustveis combustveis slidos gasosos

Como que vai ficar?

Fontes: Painel Intergovernamental de Mudana Climtica, Nasa, National Snow Data Center, Carbon Dioxide Information Analysis Center, National Center for Atmospheric Research, US Global Change Research Program, Goddard Institute for Space Studies. Ricardo de Vicq; Nilson Cardoso; Corbis; AP; Stock Photos; Fotonica

De 9 a 58% das espcies em terra e no mar vo ser extintas nas prximas dcadas, segundo diferentes hipteses.

O aquecimento da terra e tambm outros danos ao ambiente esto fazendo com que a seleo natural v num ritmo 50 vezes mais rpido do que o registrado a 100 anos.

40% das rvores da Amaznia podem desaparecer antes do final do sculo, caso a temperatura suba de 2 a 3 graus.

PROJEES2.000 quilmetros quadrados. Todo ano, reas deste tamanho se transformam em deserto devido falta de chuvas. A temperatura mdia subir e os padres de seca e chuva sero alterados em todo o planeta.

1,1 a 6,5 C. De acordo com estimativas feitas pelo painel intergovernamental de mudana climtica, em 2007, essa a faixa de elevao que pode sofrer a temperatura mdia global at o final deste sculo.

2050. Cientistas calculam que, quando chegarmos a esse ano, milhes de pessoas que vivem em deltas de rios sero removidas, caso seja mantido o ritmo atual de aquecimento.

DESTRUIO DA CAMADA DE OZNIOA destruio da camada de oznio um dos problemas bastante srios nos dias de hoje: ela afeta a vida de todos ns. A camada de oznio encontrada na estratosfera desempenha uma funo de extrema importncia: filtra cerca de 70 a 90% dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol.

Esse gs formado por uma substncia qumica de trs tomos de oxignio. No fosse a presena da camada protetora de oznio, os raios ultravioleta atingiriam diretamente a Terra; com isso, h uma elevao de temperatura to alta que, no futuro, poderia-se extinguir a vida.

A camada de oznio situa-se numa faixa de 25 a 30 Km da estratosfera - a parte da atmosfera que vai de 12 a 40 Km. Em 1985, foi observado pela primeira vez o buraco que se encontrava sobre a Antrtida, no Plo Sul, que em 1998, chegou a 27,2 milhes de quilmetros quadrados.

Onde fica e seu surgimentoUm dos viles so o clorofluorcarbonos, (CFCs) que surgiram em 1931 para serem usados em refrigeradores e aerossis. Os CFCs so compostos por cloro, flor e carbono, e quando chegam estratosfera, so decompostos pelos raios ultravioleta. O problema que os CFCs so estveis: depois de aproximadamente 170 anos, metade da quantidade liberada no ar ainda permanece na atmosfera.

Observando os efeitos

Em setembro de 1987, o Programa das Naes Unidas para proteo do meio ambiente conseguiu que um grupo de 31 pases, reunidos no Canad, assinassem o " Protocolo de Montreal", determinando a reduo pela metade da produo mundial de CFCs at o ano 2000. Em 1989, o documento contava com a adeso de 81 pases, inclusive o Brasil.

Os verdadeiros VilesCFC => Criado pelos qumicos da General Motors em 1928, podia ser usado com segurana como spray em inseticidas, produtos de limpeza e tinta, sem o risco de reagir com o contedo das latas. At o incio da dcada de 70, o uso do CFC, tambm conhecido como FREON , marca do produto fabricado pela Du Pont cresceu sem barreiras. Dos sprays, passou para os circuitos de refrigerao de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado. Depois tornou-se um dos elementos das frmas de plstico poroso usados para embalar sanduches, comida congelada e ovos, alm de servir como solvente na indstria eletrnica. No havia motivo para imaginar que uma matria-prima to til pudesse ser tambm perigosa. O CFC tem uma vida til de pelo menos 75 anos.

Desde novembro de 1989 est proibido no Brasil.

Outras fontes de liberao CFCs => na atmosfera, as espumas sintticas flexveis utilizadas em estofamentos de carros, poltronas, colches, tapetes e isolamento trmico de paredes de refrigeradores e as espumas sintticas rgidas (geralmente brancas, como isopor), largamente empregadas em isolamento trmico na construo civil e em embalagens de comida pronta para levar. O CFC escapa durante a confeco destes produtos, quando adicionado para conferir-lhes a consistncia e porosidade caractersticos, e depois, quando vo para o lixo e comeam a fragmentar-se.

Existem outras substncias que tambm destroem a camada de oznio ainda hoje e que no sofrem nenhum tipo de proibio. So eles: tetracloreto de carbono (um solvente), dixido de nitrognio (utilizado na composio do cido ntrico), metilcloroformio (anestsico e solvente), usado em lavagem a seco e no ramo de farmacuticos, e os "halons" (usados em alguns extintores de incndios), que contm bromo e so dez vezes mais destruidores da camada de oznio do que os CFCs.

Observando o tamanho do buraco da camada de oznio

Quanto maior a quantidade de oznio na baixa atmosfera, maior a perda na agricultura (plantaes de trigo, soja, algodo, amendoim, rvores, etc.). Ele inibe a fotossntese, produzindo leses nas folhas. Nos animais, provoca irritao e ressecamento das mucosas do aparelho respiratrio, alm de envelhecimento precoce. Testes j mostraram que em maiores concentraes, o oznio destri protenas e enzimas. Nos seres humanos, causa envelhecimento precoce, queimaduras, cncer de pele e catarata. Nos Seres Humanos Na Agricultura

Nos Animais

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