Auditor Federal de Controle Externo/TCU - 2015 Prova de ... Prova de Contabilidade Geral Comentada

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    Auditor Federal de Controle Externo/TCU

    Prof. Gilmar Possati

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    Auditor Federal de Controle Externo/TCU - 2015

    Prova de Contabilidade Geral Comentada

    Pessoal, a seguir comentamos as questes de Contabilidade Geral

    aplicada na prova do TCU para Auditor de Controle Externo (2015).

    Foi uma prova com um nvel mais elevado de exigncia, quando

    comparamos as provas de custos e ADC, comentadas em posts

    anteriores. Algumas questes exigiam conhecimentos mais

    avanados dos Pronunciamentos Tcnicos do CPC. De qualquer

    forma, em se tratando da estatura do concurso, foi um nvel de

    exigncia coerente, com uma boa distribuio de questes fceis,

    mdias e difceis.

    Um forte abrao!

    Possati

    www.facebook.com.br/profgilmarpossati

    prof.possati@gmail.com

    http://www.facebook.com.br/profgilmarpossatimailto:prof.possati@gmail.com

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    Julgue os itens subsecutivos, referentes aos principais grupos de

    usurios das demonstraes contbeis bem como s

    responsabilidades a elas relacionadas.

    115 No exerccio de suas atividades de auditoria, o auditor

    independente, usurio interno da informao contbil, deve pautar-se

    pelos seguintes princpios ticos: integridade, objetividade,

    impessoalidade, competncia e zelo profissional, confidencialidade e

    comportamento profissional.

    O erro do item est em informar que o auditor independente um

    usurio interno.

    Gabarito Preliminar: Errado

    116 Se os objetivos de uma companhia brasileira de capital aberto

    (S.A.) inclurem a explorao de servios de energia eltrica, um dos

    principais usurios da informao contbil dessa sociedade ser a

    Agncia Nacional de Energia Eltrica.

    Questo bem intuitiva... Entre os usurios das informaes contbeis

    est o governo e suas agncias, os quais esto interessados na

    destinao de recursos e, portanto, nas atividades das entidades.

    Necessitam tambm de informaes a fim de regulamentar as

    atividades das entidades, estabelecer polticas fiscais e servir de

    base para determinar a renda nacional e estatsticas semelhantes.

    Gabarito Preliminar: Certo

    117 Cabe administrao da entidade que relata a informao e,

    quando apropriado, aos responsveis pela governana a

    responsabilidade pela elaborao das demonstraes contbeis no

    caso de auditoria em relatrios contbil-financeiros de propsito

    geral.

    Questo de Auditoria.

    Gabarito Preliminar: Certo

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    118 Compete ao conselho fiscal examinar as demonstraes

    financeiras do exerccio social e sobre elas opinar, analisar, ao menos

    trimestralmente, o balancete e demais demonstraes financeiras

    elaborados periodicamente pela companhia e opinar sobre o relatrio

    anual da administrao.

    A questo exige conhecimentos literais da legislao societria.

    Segundo o art. 163, da Lei n 6.404/76,

    Art. 163. Compete ao conselho fiscal:

    I - fiscalizar, por qualquer de seus membros, os atos dos

    administradores e verificar o cumprimento dos seus deveres legais e

    estatutrios; (Redao dada pela Lei n 10.303, de 2001)

    II - opinar sobre o relatrio anual da administrao, fazendo

    constar do seu parecer as informaes complementares que julgar

    necessrias ou teis deliberao da assemblia-geral;

    III - opinar sobre as propostas dos rgos da administrao, a serem

    submetidas assemblia-geral, relativas a modificao do capital

    social, emisso de debntures ou bnus de subscrio, planos de

    investimento ou oramentos de capital, distribuio de dividendos,

    transformao, incorporao, fuso ou ciso; (Vide Lei n 12.838,

    de 2013)

    IV - denunciar, por qualquer de seus membros, aos rgos de

    administrao e, se estes no tomarem as providncias necessrias

    para a proteo dos interesses da companhia, assemblia-geral, os

    erros, fraudes ou crimes que descobrirem, e sugerir providncias

    teis companhia; (Redao dada pela Lei n 10.303, de 2001)

    V - convocar a assemblia-geral ordinria, se os rgos da

    administrao retardarem por mais de 1 (um) ms essa convocao,

    e a extraordinria, sempre que ocorrerem motivos graves ou

    urgentes, incluindo na agenda das assemblias as matrias que

    considerarem necessrias;

    VI - analisar, ao menos trimestralmente, o balancete e demais

    demonstraes financeiras elaboradas periodicamente pela

    companhia;

    VII - examinar as demonstraes financeiras do exerccio

    social e sobre elas opinar;

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    VIII - exercer essas atribuies, durante a liquidao, tendo em vista

    as disposies especiais que a regulam.

    Gabarito Preliminar: Certo

    Com relao s caractersticas e forma de apresentao das

    demonstraes contbeis, julgue os itens a seguir.

    119 Situao hipottica: Em 2014, determinada sociedade

    empresria criou a conta plano de remunerao baseado em aes, a

    fim de registrar os fatos contbeis relacionados com a nova poltica

    de remunerao de dirigentes. Durante aquele ano, foram realizados

    lanamentos contbeis, a crdito dessa conta, totalizando um saldo

    de R$ 1.200.000,00 ao final do exerccio. Assertiva: Nesse caso, o

    valor de R$ 1.200.000,00 ser evidenciado na demonstrao das

    mutaes do patrimnio lquido do exerccio de 2014, aumentando o

    saldo do grupamento reservas de capital, opes outorgadas e aes

    em tesouraria.

    Primeiramente, cabe destacar o objetivo de um plano de

    remunerao baseado em aes.

    Segundo o CPC 10 (R2), objetivamente, trata-se de incentivo para

    que os empregados permaneam nos quadros da entidade ou de

    prmio por seus esforos na melhoria do desempenho da entidade.

    Ao beneficiar os empregados com a outorga de aes ou opes de

    aes, adicionalmente a outras formas de remunerao, a entidade

    visa a obter benefcios marginais.

    Segundo o Manual de Contabilidade Societria (FIPECAFI),

    As Opes Outorgadas Reconhecidas representam uma conta

    especial que deve ser utilizada nos casos em que as sociedades

    negociam servios de seus administradores e empregados, cujo valor

    de mercado no facilmente obtido. Ela deve ser apresentada

    junto s Reservas de Capital, no Patrimnio Lquido, quando os

    servios negociados tiverem como contraprestao pagamentos

    baseados em aes a serem liquidados com instrumentos

    patrimoniais. Caso a liquidao tenha realizao prevista em dinheiro,

    o registro deve ser reconhecido no Passivo.

    Ainda, segundo o Manual, o registro contbil das opes outorgadas

    dever ter como contrapartida uma conta de ativo (custo para

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    formao do estoque, por exemplo), ou uma conta de despesa

    (despesa operacional, no caso do custo do servio corresponder a

    este tipo de despesa, ou participao nos lucros, nos casos em que o

    direito aos instrumentos outorgados estiver relacionado obteno

    de lucro lquido conforme contabilizado pela empresa).

    Assim, se houve um lanamento a crdito nessa conta, haver

    um aumento do seu saldo, haja vista sua natureza credora.

    Logo, esse valor ir aumentar o saldo do grupamento (coluna

    da DMPL vide modelo no CPC 26) reservas de capital,

    opes outorgadas e aes em tesouraria.

    Gabarito Preliminar: Errado

    Entendo que h possibilidade de recurso.

    120 Comentrios sobre a conjuntura econmica geral relacionada

    entidade, que incluem concorrncia nos mercados, atos

    governamentais e outros fatores exgenos materiais sobre o

    desempenho de uma companhia, devem ser evidenciados nas notas

    explicativas.

    As informaes citadas na questo devem constar do Relatrio da

    Administrao e no das Notas Explicativas.

    Segundo o CPC 26,

    13. Muitas entidades apresentam, fora das demonstraes contbeis,

    relatrio da administrao que descreve e explica as caractersticas principais do desempenho e da posio financeira

    e patrimonial da entidade e as principais incertezas s quais est sujeita. Esse relatrio pode incluir a anlise:

    (a) dos principais fatores e influncias que determinam o desempenho, incluindo alteraes no ambiente em que a

    entidade opera, a resposta da entidade a essas alteraes e o seu efeito e a poltica de investimento da entidade para

    manter e melhorar o desempenho, incluindo a sua poltica de dividendos;

    (b) das fontes de financiamento da entidade e a respectiva relao pretendida entre passivos e o patrimnio lquido; e

    (c) dos recursos da entidade no reconhecidos nas demonstraes contbeis de acordo com as normas.

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