Ana carolina pires

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    Universidade

    Estadual de Londrina

    ANA CAROLINA PIRES

    AS REPRESENTAES SOCIAIS DA SNDROME DE DOWN NO ESPAO DA EDUCAO

    INFANTIL

    LONDRINA

    2009

    ANA CAROLINA PIRES

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    AS REPRESENTAES SOCIAIS DA SNDROME DE DOWN NO ESPAO DA EDUCAO INFANTIL

    Trabalho de Concluso de Curso apresentado ao Curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina.

    Orientador (a): Prof. Dra. Simone Moreira de Moura

    LONDRINA 2009

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    ANA CAROLINA PIRES

    AS REPRESENTAES SOCIAIS DA SNDROME DE DOWN NO ESPAO DA EDUCAO INFANTIL

    Trabalho de Concluso de Curso apresentado ao Curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina.

    COMISSO EXAMINADORA

    _______________________________

    Profa. Dra. Simone Moreira de Moura Universidade Estadual de Londrina

    _______________________________

    Prof. Ms. Adriana Cristine Dias Locatelli Universidade Estadual de Londrina

    _______________________________

    Prof.Luciane Batistella Guimares Bianchini Universidade Estadual de Londrina

    Londrina, 12 de novembro de 2009.

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    A todas as pessoas com Sndrome de Down e as pessoas que me motivaram na realizao deste trabalho.

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    AGRADECIMENTOS

    A Deus. Pela minha vida, por tudo que me proporcionou e proporcionar, alm de toda a sabedoria, fora, sade, pacincia e confiana, indispensveis para elaborao deste trabalho.

    Aos meus pais Irene e Alaor. Pelo amor que tem por mim, pois eles sempre me apoiaram e me ajudaram em tudo que precisei. Obrigada por existirem e permanecerem perto de mim sendo sempre maravilhosos.

    Aos meus irmos Eduardo Rodrigo e Joo Paulo. Que apesar das brigas nos amamos muito e tenho-os em meu corao para sempre.

    Ao Alexandre, meu grande amor. Que apesar de no estarmos juntos neste momento, pelo seu amor, respeito e apoio em todos os momentos. Amo voc.

    A minha afilhada Giovanna. Que o ar da minha vida, tambm amo voc linda.

    As minhas amigas queridas, Adriana, Fabola e Edna. Pela amizade verdadeira e pelo respeito. Amo vocs de verdade.

    A minha magnfica professora e orientadora Simone Moreira de Moura. Pelo apoio, confiana, pacincia e por acreditar em mim, possibilitando-me vrias oportunidades. Obrigada! Que Deus ilumine e derrame sobre sua vida infinitas bnos.

    As minhas professoras e professores do Curso de Pedagogia. Pelo respeito, ensinamentos e por contriburem para minha formao acadmica.

    A todos os amigos e amigas que torceram por mim, que me ajudaram de alguma maneira na realizao deste trabalho.

    A todos os meus familiares que mesmo de longe me apoiaram de alguma forma, amo todos vocs.

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    PIRES, Ana Carolina. As Representaes Sociais da Sndrome de Down no espao da Educao Infantil. 2009. Trabalho de Concluso de Curso (Graduao em Pedagogia) Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2009.

    RESUMO

    Este trabalho tem como objetivo apreender alguns sentidos circulantes a respeito do processo de incluso e dos limites sociais construdos a partir do sculo XIX acerca da Sndrome de Down. Para que fosse possvel a realizao da pesquisa, alm dos estudos bibliogrficos, foram elaborados questionrios apresentados coordenadora, professora de sala regular e me de aluno com necessidades educativas especiais, mais especificamente a Sndrome de Down, no intuito de buscar a partir de suas compreenses acerca da temtica, apreender tanto o processo de incluso na instituio, quanto o modo como a pessoa com a Sndrome de Down concebida neste espao.

    PALAVRAS-CHAVE: Incluso. Sndrome de Down. Representao Social.

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    SUMRIO INTRODUO .......................................................................................................... 7

    1 BREVE HISTRICO ACERCA DA SNDROME DE DOWN ................................. 8 1.1 CAUSAS E IDENTIFICAO DA SNDROME DE DOWN NA ATUALIDADE ........................... 13 1.2 TIPOS DA SNDROME DE DOWN .............................................................................. 15 1.3 CARACTERSTICAS DA PESSOA QUE APRESENTA A SNDROME DE DOWN .................... 16

    2 CAMINHOS METODOLGICOS ........................................................................... 19 2.1 SELEO DOS PARTICIPANTES ................................................................................ 20 2.2 INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS ......................................................................... 20

    3 TECENDO FIOS: ANLISE DOS DADOS COLETADOS ...................................... 22

    4. CONSIDERAES FINAIS .................................................................................. 29

    REFERNCIAS ......................................................................................................... 31

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    INTRODUO

    Partimos do pressuposto de que as interaes sociais, conforme indicaes da literatura especializada contribuem e favorecem para o desenvolvimento social, histrico, cultural e escolar de todo e qualquer individuo em processo de desenvolvimento.

    As discusses sobre os indivduos que apresentam a Sndrome de Down ganham na atualidade novos contornos e maior visibilidade, na medida em que certos conceitos esto sendo desmistificados.

    Contudo, presente ainda, algumas representaes sociais recorrentes, em que pese a histria permeada por tradies, hbitos e credos culturalmente enraizados.

    Nesse sentido, os registros colhidos tanto nos questionrios, quanto na bibliografia especfica sobre a Sndrome de Down, refletem momentos histricos compartilhados, mutuamente construdos; todavia, refletem conhecimentos diferenciados que falam com base em posies e relaes diferentemente estruturadas.

    Formulados os questionrios considerando o lugar social ocupado pelos entrevistados, a saber: me, professora de classe regular e Coordenadora da instituio, locus desta pesquisa, as respostas mostraram sinais reveladores de produo de sentidos que resgatam em alguma medida representaes sociais elaboradas no passado e que voltam na atualidade com novas roupagens, muitas vezes com os mesmo preconceitos, mas que possibilitam a crtica para se (re) pensar um outro futuro.

    Nesta direo, este trabalho tem como objetivo apreender alguns sentidos circulantes a respeito do processo de incluso e dos limites sociais construdos a partir do sculo XIX acerca da Sndrome, no intuito de buscar a partir de suas compreenses acerca da temtica, apreender tanto o processo de incluso na instituio, quanto o modo como a pessoa com a sndrome de Down concebida neste espao especfico.

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    1. Breve histrico acerca da Sndrome de Down

    A emergncia da incluso escolar, desde a dcada de 1990, tem suscitado vrias discusses e busca de entendimentos acerca das deficincias por profissionais envolvidos direta ou indiretamente com estes sujeitos.

    Neste trabalho daremos relevo compreenso sobre a Sndrome de Down, por estarmos focando uma instituio que possui em seu quadro de alunos, um sujeito que apresenta a sndrome e que se encontra desde o berrio includo neste estabelecimento de ensino; a fim de apreender alguns sentidos circulantes a respeito do processo de incluso e dos limites sociais construdos a partir do sculo XIX, quando a deficincia passa a ser posta em questo pela medicina moderna.

    Nesta direo, em se tratando de documentos que falam sobre a Sndrome de Down, vale destacar o registro considerado mais antigo, datado do sc.VII, que segundo PUESCHEL apud SANTOS (2008, p.3) derivou de escavaes feitas e que propiciou o aparecimento de um crnio saxnico, que apresentava modificaes estruturais.

    Aps tal documentao, no houve at o sc.XVIII registros que pudessem elucidar tal problemtica e a compreenso acerca desta. Somente com o surgimento da medicina moderna e sua viso organicista de deficincia, momento em que a deficincia passa a ser localizada no corpo; superou-se de certa forma, a representao pautada por vises supersticiosas que viam estes ora como enviados do demnio, ora como aplacadores da clera divina.

    Vale ressaltar que at se configurar de fato a mudana de concepo, pautada por olhares supersticiosos para um olhar mais cientfico (objeto passvel de ser estudado pela cincia), o poder de definio estava nas mos dos inquisidores, sendo transferido para os mdicos, na medida em que foram sendo atribudas outras explicaes sobre o fenmeno da deficincia. Tal momento definido por PESSOTTI (1984, p.68) como aquele que o mdico o novo rbrito do destino do deficiente. Ele julga, ele salva, ele condena.

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    Por essa poca, uma das primeiras definies e causas da deficincia mental foi encontrada na terceira edio da obra Enciclopdia (1779) de DIDEROT e DALEMBERT no verbete Crtin citado por PESSOTTI (1984, p.69):

    [...] d-se esse nome a uma espcie de homens que nascem no Valais em grandssima quantidade, e, sobretudo em Sion, sua capital. Eles so surdos, mudos, imbecis, quase insensveis aos golpes e tm bcios pendentes, at a cintura, muito boas pessoas, alis; elas so incapazes de idias e no tm seno um tipo de atrao muito violenta por suas necessidades. Abandonam-se aos prazeres sensuais de toda espcie e sua imbecilidade lhes impede de ver qualquer crime. difcil explicar a causa e o efeito da cretinice [...].

    No ano de 1846, o cientista SEGUIN descreveu um paciente com caractersticas sugestivas da sndrome e denominou de Idiota Furfufcea. J o ingls DUCAN registrou uma menina com a cabea pequena e redonda, olhos parecidos com os chineses, projetando uma grande lngua e que s conhecia algumas palavras (BRESSAN, 2002, p.7).

    Em 1866, LANGDOM DOWN publicou o Observations of Ethnic Classifications of Idiots com a finalidade de classificar etnicamente os tipos de deficincia