A Madeira do Eucalipto para Produção de Especifico+Madeira... · Maio 2017 A Madeira do Eucalipto…

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    30-Aug-2018

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<ul><li><p>Maio 2017 </p><p>A Madeira do Eucalipto para Produo de Celulose </p><p>Entendendo a Construo do Indicador de Consumo Especfico </p><p>de Madeira para Produo de Celulose Kraft </p><p> Celso Foelkel </p><p> http://www.celso-foelkel.com.br </p><p>http://www.eucalyptus.com.br </p><p>https://www.linkedin.com/in/celso-foelkel-2084a414/ </p><p>https://www.researchgate.net/profile/Celso_Foelkel </p><p>https://twitter.com/AVTCPEP </p><p>https://twitter.com/CFoelkel </p><p>http://www.celso-foelkel.com.br/http://www.eucalyptus.com.br/https://www.linkedin.com/in/celso-foelkel-2084a414/https://www.researchgate.net/profile/Celso_Foelkelhttps://twitter.com/AVTCPEPhttps://twitter.com/CFoelkel</p></li><li><p>2 </p><p>EUCALYPTUS ONLINE BOOK </p><p> CAPTULO 46 </p><p>Uma realizao: </p><p>Autoria: Celso Foelkel </p><p>========================================== </p><p>Organizaes facilitadoras: </p><p>ABTCP Associao Brasileira Tcnica de Celulose e Papel </p><p>A Madeira do Eucalipto para Produo de Celulose </p><p>Entendendo a Construo do Indicador de Consumo Especfico </p><p>de Madeira para Produo de Celulose Kraft </p><p>http://www.abtcp.org.br/http://www.abtcp.org.br/</p></li><li><p>3 </p><p> IB Indstria Brasileira de rvores </p><p> IPEF Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais </p><p>Empresas e organizaes patrocinadoras: </p><p>Fibria </p><p>ABTCP Associao Brasileira Tcnica de Celulose e Papel </p><p>ArborGen Tecnologia Florestal </p><p>CENIBRA Celulose Nipo Brasileira </p><p>CMPC Celulose Riograndense </p><p>IB Indstria Brasileira de rvores </p><p>Klabin </p><p>Lwarcel Celulose </p><p>========================================== </p><p>http://www.iba.org/pt/http://www.ipef.br/http://www.fibria.com.br/http://www.abtcp.org.br/http://www.arborgen.com.br/http://www.cenibra.com.br/http://www.celuloseriograndense.com.br/http://www.iba.org/pt/http://www.klabin.com.br/http://www.lwarcel.com.br/http://www.ipef.br/http://www.fibria.com.br/http://www.abtcp.org.br/http://www.arborgen.com.br/http://www.cenibra.com.br/http://www.celuloseriograndense.com.br/http://www.klabin.com.br/http://www.lwarcel.com.br/</p></li><li><p>4 </p><p>A Madeira do Eucalipto para Produo de Celulose </p><p>Entendendo a Construo do Indicador de Consumo Especfico </p><p>de Madeira para Produo de Celulose Kraft </p><p> CONTEDO DO CAPTULO </p><p> APRESENTAO DO CAPTULO E AGRADECIMENTOS </p><p> CONCEITUANDO CONSUMO ESPECFICO DE MADEIRA PARA PRODUO DE CELULOSE KRAFT </p><p> DIFERENTES PROCEDIMENTOS PARA EXPRESSO DO CONSUMO </p><p>ESPECFICO DE MADEIRA PARA PRODUO DE CELULOSE </p><p> ENTENDENDO AS DIFERENAS ENTRE A MADEIRA INVENTARIADA DISPONVEL NA FLORESTA NA FORMA DE RVORES EM P E A </p><p>MADEIRA INGRESSANDO NO PROCESSO PARA FABRICAO DE CELULOSE </p><p> CONSTRUO PASSO-A-PASSO DO NDICE DE CONSUMO ESPECFICO DE MADEIRA A PARTIR DE BALANOS OU FLUXOS DE </p><p>MASSA </p><p> ACOMPANHAMENTO DETALHADO DOS FLUXOS DE MASSA E DE VOLUME DE MADEIRA EM TORAS COM CASCA PARA A PRODUO </p><p>DE UMA TONELADA DE CELULOSE BRANQUEADA ENFARDADA </p><p> APROPRIANDO SEPARADAMENTE A BIOMASSA ENERGTICA </p><p>REMOVIDA DAS TORAS INGRESSANTES NA FBRICA EM RELAO MADEIRA DO PROCESSO DE FABRICAR CELULOSE </p><p> OUTROS INDICADORES DE DESEMPENHO GERADOS PELO </p><p>BALANO DE MASSA ORIGINALMENTE APRESENTADO </p><p> PROGNSTICOS PARA IMACEL E PRODUTIVIDADE FLORESTAL EM EQUIVALNCIA DE CELULOSE </p><p> CONSIDERAES FINAIS </p><p> REFERNCIAS DA LITERATURA </p><p>========================================== </p></li><li><p>5 </p><p>A Madeira do Eucalipto para Produo de Celulose </p><p>Entendendo a Construo do Indicador de Consumo Especfico </p><p>de Madeira para Produo de Celulose Kraft </p><p>Com esse presente captulo, esperamos estar trazendo algumas consideraes </p><p>de modo que as avaliaes de consumo especfico de madeira para produo </p><p>de celulose possam ser mais bem compreendidas, podendo oferecer assim </p><p>dados mais qualificados para tomadas de deciso nas fbricas de celulose e no </p><p>planejamento da produo e suprimento florestal. ========================================== </p></li><li><p>6 </p><p>APRESENTAO DO CAPTULO E AGRADECIMENTOS </p><p> Esse captulo de nmero 46 d continuidade a uma srie de textos sobre A Madeira do Eucalipto, orientados para utilizaes industriais da mesma. Esperamos, com esse texto, lhes trazer, no </p><p>apenas embasamentos tericos, mas tambm interessantes aplicaes prticas para alguns dos mais importantes conceitos de qualidade da </p><p>madeira dos eucaliptos, no caso, o seu consumo especfico para produo de celulose kraft no branqueada e tambm branqueada. Em </p><p>outros captulos, voltaremos temtica da qualidade da madeira, abordando outras caractersticas importantes, que definem a qualidade </p><p>da madeira em funo do uso da mesma e das restries que so </p><p>encontradas nos diversos processos industriais. Conforme formos evoluindo no tema desse captulo, iremos dando </p><p>nfase nas relaes entre o suprimento de madeira para as fbricas e a real taxa de utilizao da mesma em seu processo de converso at </p><p>polpa celulsica. A seguir, em futuros captulos, passaremos a ampliar o foco para outros assuntos crticos e vitais a respeito da qualidade da </p><p>madeira. Antes de finalizar esse texto introdutrio, eu gostaria de </p><p>agradecer a oferta de literatura aberta e pblica, que foi disponibilizada por qualificados autores brasileiros e internacionais a respeito de </p><p>consumo especfico da madeira do eucalipto na fabricao de polpa kraft. So amigos que admiro e que me ajudaram a aprender mais e a </p><p>agregar mais conhecimentos sobre esse tema, antes de lhes sumarizar o texto desse captulo que se seguir. So acadmicos e tcnicos de </p><p>nossas fbricas, que se constituem em estudiosos sobre a qualidade da </p></li><li><p>7 </p><p>madeira do eucalipto e que tm gerado uma significativa produo </p><p>cientfica e tecnolgica na forma de artigos, dissertaes e teses de ps-graduao. </p><p> Dentre eles destaco com justia, em ordem alfabtica, com a </p><p>penalidade de ter me esquecido de algum outro nome relevante que tenha se destacado em estudar e publicar sobre o consumo especfico </p><p>da madeira na fabricao de celulose, pelo que antecipadamente me desculpo. Dessa forma, destaco para vocs os autores abaixo </p><p>relacionados, dos quais podero encontrar artigos e outros tipos de publicaes na seo final desse captulo sobre Referncias da </p><p>Literatura: </p><p> Alfredo Mokfienski Andria da Silva Magaton </p><p> David Evandro Fernandes Drian Luiz Bachmann </p><p> Fernanda Asti Diogo Flvio Tesser </p><p> Francisco de Assis Bertini de Moraes </p><p> Humberto Fantuzzi Neto Jorge Luiz Colodette </p><p> Jos Lvio Gomide Juan Lpez </p><p> Marileide Gomes da Silva Richard Phillips </p><p> Sheila Rodrigues dos Santos Teotnio Francisco de Assis </p><p> Tiago Edson Simkunas Segura Wendel Pianca Demuner </p><p> A vocs leitores, eu gostaria de agradecer toda a ateno e o </p><p>imenso apoio que sempre me tm oferecido. Todos vocs tm ajudado - e muito - a fazer do Eucalyptus Online Book algo muito til para os </p><p>tcnicos e demais interessados por esse nosso setor de base florestal </p><p>plantada. A todos, um abrao fraterno e um enorme muito obrigado. </p><p>========================================== </p></li><li><p>8 </p><p>========================================== </p><p>O consumo especfico da madeira do eucalipto para produo de celulose </p><p>depende fundamental e vitalmente da qualidade da matria-prima, da forma de medio das toras ou cavacos, das tecnologias industriais </p><p>disponveis para converso e dos cuidados na gesto ecoeficiente das operaes industriais e florestais. </p><p>========================================== </p></li><li><p>9 </p><p>CONCEITUANDO CONSUMO ESPECFICO DE MADEIRA PARA </p><p>PRODUO DE CELULOSE KRAFT </p><p> O consumo especfico de madeira para fabricar uma tonelada de celulose um dos principais indicadores de qualidade da matria-prima </p><p>florestal, pois ele tem fortes implicaes com os custos de produo da celulose e com a rea florestal que deve ser plantada para suprir e </p><p>abastecer adequadamente uma fbrica de celulose. Os valores de consumo especfico dependem, fundamental e vitalmente, da qualidade </p><p>da matria-prima florestal, da forma de medio das toras ou cavacos, das tecnologias industriais disponveis para converso e dos cuidados na </p><p>gesto ecoeficiente das operaes industriais e florestais, em funo das </p><p>perdas e resduos, que costumam acontecer em qualquer atividade produtiva. </p><p> De uma maneira geral, as empresas que produzem celulose de mercado no Brasil possuem sofisticadas e modernas fbricas, muitas </p><p>delas no estado da arte tecnolgico. Em funo disso, as principais fontes de variaes nos valores de consumo especfico costumam serem </p><p>as referentes qualidade das madeiras alimentadas e os cuidados na gesto e operao, para que os distrbios operacionais e as perdas </p><p>processuais sejam minimizadas. </p><p> Exatamente nesse momento, muito importante que se faa a </p><p>real distino entre a qualidade da madeira para atender s demandas tcnicas do processo industrial e a qualidade das cargas de toras de </p><p>madeira que entram na fbrica. Isso porque as cargas de madeira tambm contm materiais que podem ser indesejveis ao processo </p><p>industrial, quando em quantidades excessivas. o caso de </p><p>contaminantes dos tipos: cascas, folhas, galhos, ponteiros, terra, pedras, etc. </p></li><li><p>10 </p><p> Dessa forma, o que existe de madeira real na carga recebida </p><p>pode ser de excepcional qualidade para se fabricar celulose, mas as toras chegam fbrica com excessiva sujeira, com participao </p><p>exagerada de toras finas e fracas que se partem nas operaes do </p><p>processo, etc. Tudo isso acaba levando a reclamos dos usurios dessa madeira sobre a qualidade da mesma, mas que na realidade, no um </p><p>reclamo das propriedades intrnsecas da madeira e sim do tipo e da forma como as toras chegam fbrica. </p><p> Todos nas fbricas e nas reas florestais sabem que o consumo </p><p>especfico de madeira pode variar em funo do tipo de clone, idade da floresta, espcie florestal e at mesmo dos locais onde a floresta esteja </p><p>sendo plantada. Por essa razo, o consumo especfico de madeira vem sendo considerado pelos melhoristas florestais como um dos principais </p><p>indicadores de qualidade de madeira nos programas de otimizaes da qualidade da matria-prima florestal. </p><p> Teoricamente, o consumo especfico de madeira para fabricar </p><p>uma tonelada de celulose costuma ser expresso em volume slido de </p><p>madeira necessrio para se produzir uma tonelada de celulose. Por isso, ele depende basicamente de dois outros parmetros chaves na definio </p><p>de qualidade de madeira: densidade da madeira e rendimento de converso da madeira em celulose. Quanto mais madeira slida um </p><p>metro cbico de madeira contiver e quanto maior for o rendimento de transformao da madeira em celulose, menores sero os volumes de </p><p>madeira necessrios para se produzir uma tonelada de celulose. Por essa razo, o consumo especfico costuma ser fortemente relacionado </p><p>com todos os diversos e diferentes parmetros de qualidade de madeira que se relacionam com densidade e rendimento. Dentre eles se </p><p>destacam: teor de lignina, relao siringila/guaiacila na lignina, porosidade da madeira, teor de holocelulose e principalmente </p><p>hemiceluloses, teor de extrativos que se perdero na polpao, espessura da parede celular, teor de fibras, elementos de vaso e </p><p>parnquimas, etc. </p><p> Madeiras mais densas, com menores teores de lignina e de extrativos e com alta taxa de converso de madeira em celulose durante </p><p>a polpao kraft, oferecero melhores e mais baixos consumos especficos, ou seja, menores volumes de madeira sero requeridos para </p><p>a produo de uma unidade de peso de celulose. </p><p> Apesar de serem inmeros os trabalhos oferecidos na literatura </p><p>que apresentam e discorrem sobre o consumo especfico de madeira para produo de celulose, a grande maioria deles se concentra nos </p></li><li><p>11 </p><p>aspectos meramente tericos desse indicador, ou seja, so obtidos com </p><p>dados de laboratrio e calculados nica e to somente em funo da densidade bsica da madeira e do rendimento depurado da polpao </p><p>kraft. Discorremos mais adiante sobre os problemas que isso pode </p><p>trazer em relao aos valores prticos que so obtidos na realidade industrial das fbricas. </p><p> A realidade industrial bem diferente daquela encontrada nos </p><p>laboratrios, o que acaba levando a valores ligeiramente diferenciados para os consumos especficos calculados por ambas as formas. </p><p> Tambm, as unidades de comparao deveriam ser as mesmas, mas essa no a regra. H aqueles que apresentam o consumo </p><p>especfico base tonelada de celulose absolutamente seca, outros que o calculam com base em tonelada celulose seca ao ar. H fbricas que </p><p>mostram o consumo especfico aps o digestor e depurao da polpa sem branquear, enquanto outras o referem celulose branqueada e </p><p>enfardada. Tambm so comuns empresas que se referem ao consumo especfico com base em toras de madeira com casca e outras </p><p>descascadas na floresta. Enfim, h muita diversidade envolvida e com </p><p>isso, os valores acabam precisando de bons esclarecimentos prvios para se tornar comparveis. </p><p> At mesmo em fbricas diferentes da mesma empresa produtora de celulose tenho encontrado formas diferentes de se calcular o </p><p>consumo especfico de madeira. Mesmo que a forma de clculo seja a mesma, pode haver diferenas nos processos de medio da madeira </p><p>abastecida fbrica, pois h fbricas que usam medies do volume de toras por scanning (eletrnico), por fotografias, por imerso em gua </p><p>(mtodos baseados no princpio de Arquimedes) ou at mesmo por medio de volume empilhado e converso a volume slido com base </p><p>em fatores como os de cubicao ou de empilhamento. </p><p> A realidade diria das fbricas de celulose mostra outra srie de parmetros que pode afetar significativamente os clculos de consumo </p><p>especfico de madeira, e que so os seguintes: </p><p> Nem tudo que se mede como entrada de toras de madeira nas </p><p>fbricas consiste de madeira: sempre existem contaminaes de galhos finos, ponteiros, folhas, terra, areia, cascas, pedras, etc. </p><p>Dessa forma, os valores referidos como carga de madeira ingressando na fbrica na verdade incluem tambm pesos e </p><p>equivalentes volumes desses tipos de contaminantes. </p></li><li><p>12 </p><p> Os processos de medio de volume de toras mostram graus de impreciso que podem ser significativos, conforme inmeros </p><p>estudos realizados por entidades com renomada credibilidade, </p><p>como o caso dos estudos do INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. </p><p> Nem toda a madeira que entra na fbrica segue direto para a </p><p>alimentao dos equipamentos de produo. Existem ptios de estocagem de madeira em toras e de cavacos de madeira. A cada </p><p>manuseio dessas madeiras e a cada variao desses estoques </p><p>intermedirios podem ser cometidos erros de dimensionamento ou se gerarem perdas de matria-prima. </p><p> A madeira alimentada aos digestores sempre contem um residual </p><p>varivel de casca, pois no existem sistemas de descascamento que sejam totalmente efetivos para o descasque total de toras. </p><p>Nas fbricas de celulose kraft de eucalipto, o teor de casca nos cavacos varia entre 0,5 a 1% base peso absolutamente seco do </p><p>material referido como cavacos de madeira. </p><p> Os rendimentos de polpao nas fbricas dependem de intrincadas </p><p>e muitas vezes imprecisas medies de fluxos e consistncias de cavacos e de polpas produzidas; </p><p> Existem perdas de madeira e de fibras que acontecem ao longo das diversas operaes fabris; </p><p> A madeira que entra nas fbricas est com seu volume contrado </p><p>devido secagem prvia no campo, rea...</p></li></ul>