79370049 Apostila CDD

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    15-Feb-2015

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<p>C D D Classificao Decimal Dewey Manual terico-prtico para uso dos alunos da disciplina CLASSIFICAO no Departamento de Cincia da Informao e Documentao da Universidade de Braslia, elaborado pelo professor Odilon Pereira da Silva S U M R I O</p> <p>BREVES NOTAS BIOGRFICAS ......................................................... ................................................. .............................. ............................................................................ 4 INTRODUO.......................................................................... .............................................................. 5 BREVE HISTRIA DAS PRINCIPAIS EDIES ................................................ .................................. 7 EDIES ABREVIADAS ................................................................. .................................................... 13 ADMINISTRAO DA CDD ............................................................... ................................................ 13 O SISTEMA C D D ................................................................ ........................................................ 14 CARACTERSTICAS................................................................... ......................................................... 15 ESTRUTURA DA CDD................................................................ ......................................................... 17 HIERARQUIA ..................................................................... .................................................................. 21 SNTESE .......................................................................... ..................................................................... 21 ORDEM DE CITAO.................................................................... ..................................................... 25 NDICE RELATIVO................................................................... .......................................................... 28 RECURSOS MNEMNICOS .............................................................. .................................................. 28 VERSATILIDADE .................................................................. .............................................................. 30 TABELAS AUXILIARES.............................................................. ....................................................... 30 SUBDIVISES PADRO.................................................................. .................................................... 31 SUBDIVISO DE UMA SUBDIVISO PADRO................................................... ............................. 35 SUBDIVISO DE REA ................................................................. ..................................................... 39 SUBDIVISES DE REA 11-19........................................................... ............................................... 41 SUBDIVISO DE REA COM -2........................................................... ............................................. 42 SUBDIVISES DE REA COM -3 A -39.................................................... ...................................... 43 SUBDIVISES DE REA 4-9............................................................. ................................................. 44 SUBDIVISES DE LITERATURAS INDIVIDUAIS............................................ ................................. 45 TABELA 3-A ( AUTORES INDIVIDUAIS): ............................................. ........................................... 46 TABELA 3-B: OBRAS DE/SOBRE MAIS DE UM AUTOR..................................... ........................... 50 TABELA 3-C...................................................................... .................................................................. 52</p> <p>SUBDIVISES DE LNGUAS INDIVIDUAIS.................................................. .................................... 5.......................................... ............................................ 57 SUBDIVISES DE GRUPOS RACIAIS, TNICOS, NACIONAIS .................................. ................... 58 SUBDIVISES DE LNGUAS ............................................................. ................................................. 59 SUBDIVISES DE PESSOAS............................................................ ................................................. 60 VARIAES NO-OFICIAIS ............................................................... ............................................... 61 ALTERAES DE UMA EDIO PARA OUTRA..................................................... ......................... 62</p> <p>BREVES NOTAS BIOGRFICAS Melvil Dewey, um gnio, pelo menos na opinio de seu filho, Godfrey Dewey, nasceu em 1851. Com a idade de cinco anos revelava j o tipo de preocupao que lhe iria marcar a vida inteira: teria proporcionado despensa de sua me uma organizao sistemtica, mais consentnea com a necessidade de recuperar os itens de mantimentos ali armazenados. Aluno do Amherst College, de Amherst, Massachussetts, conseguiu, em 1872, o cargo de assistente de biblioteca, apresentando, no ano se guinte, um plano de reorganizao da biblioteca daquele Colgio de maneira mais sistemtica. Em 1874 foi promovido a Assistant College Librarian, publicando em 1876, anonimamente, uma obra que viria revolucionar a Biblioteconomia de ento, com enorme repercusso nos anos futuros: o Classification and Subject Index for Cataloguing and Arranging the Books and Pamphlets of a library. Ainda em 1876 tornou-se o primeiro redator-chefe do Library Journal, alm de membro-fundador da American Library Association, e seu primeiro secretrio. Em 1887 fundou a primeira escola de Biblioteconomia dos Estados Unidos (Columbia Unversity), e, no transcurso de uma longa existncia (faleceu em 1931, c om 80 anos) participou ativamente no apenas de quase todos os aspectos da Biblioteconomia, mas tambm de reas afins, como a reforma ortogrfica da lngua inglesa, por ele adotada nas primeiras edies do Sistema, cuja natureza e extenso podem ser vislumbradas ainda na Introduo de algumas edies mais antigas (como a 12a.) da mais famosa de suas contribuies para a Biblioteconomia: a Classificao Decimal.</p> <p>INTRODUO Erro! Nenhuma entrada de ndice remissivo foi encontrada. Classificar, como definir e dividir, so atividades inerentes ao pensar humano, e, por essa razo, datam de quando o homo sapiens atingiu o grau de desenvolvimento que l he mereceu aquele epteto. A histria da Classificao, pois, apresenta um curso muito longo, e est, como todo o saber e o fazer humanos, associada Filosofia, saber por excelnc ia, clula mater de todas as cincias, das artes e, mesmo, das tecnologias. Muito natural que as primeiras abordagens classificatrias, no alvorecer dos esforos intelectuais do ser humano, surgissem (como, de fato, surgi ram) dentro do contexto filosfico. Foram, narram-nos os estudiosos, quase unanimemente , os sbios da antiguidade ( filsofos), os primeiros a se preocuparem com discernir, distinguir, discriminar (o que equivale a dizer classificar) os objetos materiai s e, sobretudo, formais das diversas reas da ento cincia nica/saber nico (sofia). Aristteles, segundo esses mesmos estudiosos, teria sido o primeiro intelectual a no apenas se preocupar com dividir em reas (classificar) o saber (a cincia de ento), mas at mesmo a iniciar a organizao dos hoje denominados suportes fsicos da informao, os documentos em suas ento pouco variadas formas de apresentao: os pergaminhos, os papiros, as tabuetas enceradas, enfim, as midia da poca. Teria o grande estagirita mantido, organizada por assunto, de acordo com sua prpria diviso do conhecimento, uma biblioteca (termo aqui assumido em seu sentido metonmico e histrico de quase-sinnimo de coleo de documentos), constituda de exemplares de suas prprias obras, acrescidas das de seus mestres, de seus contemporneos, e de escritores do passado a cujos textos tivera acesso. No nos propomos aqui (nem reconhecemos em ns competncia suficiente para tal, alm de no ser pertinente) detalhar o desenvolvimento histrico da Classificao, nem</p> <p>mesmo delinear a histria dos sistemas que surgiram no decorrer dos sculos, mas ape nas mencionar esse grande momento de sua trajetria: o Sistema de Classificao de Melvil Dewey, cuja concepo, estrutura e princpios denunciam (no bom sentido) sua origem filosfica, remontando aos clssicos da Grcia atravs de influncias mais recentes. mencionar esse grande momento de sua trajetria: o Sistema de Classificao de Melvil Dewey, cuja concepo, estrutura e princpios denunciam (no bom sentido) sua origem filosfica, remontando aos clssicos da Grcia atravs de influncias mais recentes. Da a convenincia de nos lembrarmos, ainda que em linhas muito gerais, de algumas das caractersticas dos sistemas a que costumam ser mais direta mente associadas as classificaes bibliogrficas, particularmente os modernos sistemas decimais: Dewey e CDU, com o objetivo de melhor compreendermos o autor e a obra, evitando juzos apressados, levianos, infundados, to freqentemente proferidos contra (ou a favor, tambm) do grande pioneiro da Biblioteconomia moderna. E no apenas da Biblioteconomia, porque a esfera de atividade desse intelectual irrequieto no se restringia a organizar colees de livros em seu Amherst College, mas estendia-se a praticament e todas as manifestaes da vida intelectual e cultural de seu tempo, conforme atestam seus bigrafos. No podemos esquecermo-nos, tambm, de que, como qualquer produto de uma poca, ainda que genial, no poderia deixar de refletir (para bem ou para mal) o ambiente cultural, os valores, as crenas, o estgio de desenvolvimento da cincia, da tecnologia, das artes, poca de seu surgimento, no contexto, inclusive, geogrfico, poltico e racial em que veio luz. Nem seria justo esquecermo-nos de que produto de uma mente, resultado do esforo individual de um homem, conseqncia dos esforos particulares de um funcionrio responsvel pela organizao de uma coleo especfica de documentos de um College (faculdade) americano do sculo XIX, cuja nfase era maior nas Humanidades do que na Cincia e nas tecnologias, menos abundante em Literatura, quela poca, mesmo nos Estados Unidos, que ainda no era a potncia tecnolgica em que se veio transformar em seguida. O pressuposto de Dewey, como o da maioria dos sistemas que o precederam, bem como dos que foram por ele influenciados, era o de que o mundo</p> <p>(inclusive o das idias) era uma entidade perfeitamente organizada, uma estrutura lgica, um sistema de partes obedecendo a uma hierarquia. Assim, um sistema de classific ao estaria bem projetado se reproduzisse em sua estrutura essa realidade, constitui ndo-se numa seqncia ordenada (hierrquica, tambm) de classes principais de assunto, como coluna mestra do Sistema, qual se fossem associando paulatinamente grupos (tabel as, esquemas) de idias de menor peso, de conceitos secundrios, se comparados com os das classes principais. um sistema de partes obedecendo a uma hierarquia. Assim, um sistema de classific ao estaria bem projetado se reproduzisse em sua estrutura essa realidade, constitui ndo-se numa seqncia ordenada (hierrquica, tambm) de classes principais de assunto, como coluna mestra do Sistema, qual se fossem associando paulatinamente grupos (tabel as, esquemas) de idias de menor peso, de conceitos secundrios, se comparados com os das classes principais. No podemos esquecer, tambm, que o Sistema reflete a concepo das divises do conhecimento correntes no sculo XIX, quando, por exemplo, ainda se inclua a Psicologia entre as partes da Filosofia Racional. Reflete, tambm, a cultu ra europeu-ocidental, com pouca nfase em assuntos e aspectos que digam respeito ao Oriente. Nessa mesma linha de anlise, h uma predominncia do enfoque cristo-catlico sobre o de outros credos, sobretudo no que respeita a assuntos de natureza tico-religiosa. No se h de negar que tem havido esforos por parte dos continuadores e administradores do Sistema no sentido de adequ-lo s exigncias dos tempos modernos, em que parecem impor-se as idias difundidas por Ranganathan e abraadas pelo Classification Reesearch Group, de que o conhecimento revela muitas facetas, podendo um assunto ser abordado a partir de inmeros e diferentes aspectos/pontos de vista, uma vez que se constata ser cada vez mais difcil estabe lecer fronteiras entre seus antigamente bem delimitados domnios (feudos). BREVE HISTRIA DAS PRINCIPAIS EDIES A primeira edio, apenas um esboo do que viria a se tornar o Sistema j a partir da segunda, foi publicada anonimamente, e ainda sem o nome com que se tornaria famo sa:</p> <p>Decimal Classification and Relative Index. Essa primeira edio, publicada em 1876, trazia doze pginas de Introduo, doze de Tabelas e dezoito de ndice. A Introduo era uma verdadeira teoria da classificao, enquanto o ndice constitua a parte mais importante do Manual, uma verdadeira inverso da praxe biblioteconmica em publicaes dessa natureza. . Essa primeira edio, publicada em 1876, trazia doze pginas de Introduo, doze de Tabelas e dezoito de ndice. A Introduo era uma verdadeira teoria da classificao, enquanto o ndice constitua a parte mais importante do Manual, uma verdadeira inverso da praxe biblioteconmica em publicaes dessa natureza. Atribuio (pela primeira vez) de nmeros decimais aos livros, e no s estantes; abundncia de detalhes dos assuntos principais e presena de um ndice (relativo) detalhado para acesso s entradas numricas do Sistema, constituram sua maior contribuio para o progresso da classificao bibliogrfica. A partir da segunda edio, de 1885, foi estabelecido um padro notacional (e viria a se manter basicamente inalterado) para todas as edies subseqe ntes, da mesma forma que ficou definitivamente consagrado o arranjo sistemtico. Dewey percebeu que um esquema que sofresse modificaes substanciais de uma edio para outra no haveria de prosperar, porque os bibliotecrios no aceitariam, de boa mente, mudanas significativas, em termos de reclassificao; de alteraes da notao nas entradas do catlogo e nos livros; de recolocao nas estantes e de reintercalao, o que representa, na verdade, volume de trabalho considervel. Nessa edio Dewey anunciava que a estrutura do esquema, da em diante, no seria mudada; as expanses seriam introduzidas na medida das necessidades, mas a arquite tura bsica haveria de permanecer. aqui que vamos encontrar, pela primeira vez, a notao mnima de trs algarismos, a ortografia simplificada de Dewey, que estava profundamente interessado em reformar a ortografia da lngua inglesa, e alguns dos mecanismos de sntese desenvolvidos e aperfeioados em sucessivas edies. At dcima quarta edio (de 1942) inclusive, o progresso obtido fora principalmente no sentido de proporcionar um detalhamento crescente, sem mu itas alteraes, porm, da estrutura bsica do esquema.</p> <p>Ocorrera, verdade, uma inovao interessante na dcima terceira edio, e...</p>