7 Manuall ANA Conservacao Reuso Agua

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CONSERVAO E RESO DE GUAManual de Orientaes para o Setor Industrial

Volume 1

CONSERVAO E RESO DE GUAManual de Orientaes para o Setor IndustrialVolume 1

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A viabilidade de uma insero competente do Brasil no disputado cenrio da irreversvel economia globalizada implica na conscientizao da indstria quanto a uma substancial mudana nos processos de transformao, pela incorporao de prticas de produo mais limpa. No que se refere ao uso racional da gua nas plantas industriais, ser preciso investir em pesquisa e desenvolvimento tecnolgico, na implantao de sistemas de tratamento avanado de efluentes, em sistemas de conservao, em reduo de perdas e no reso da gua. Isto levar a significativos ganhos ambientais, sociais e econmicos. As empresas de grande porte j esto implantando tais prticas, pois dispem de condies tcnicas e financeiras para tanto. As micro e pequenas empresas, entretanto, necessitam de apoio e orientao para adotarem tais sistemas em suas unidades produtivas. O Sistema Fiesp/Ciesp elaborou esta nova publicao com o objetivo de disponibilizar a melhor e mais adequada orientao aos usurios industriais na implantao de programas de conservao e reso de gua. Este trabalho foi desenvolvido em parceria com a ANA Agncia Nacional de guas, e buscando a excelncia do conhecimento do CIRRA Centro Internacional de Referncia em Reso de gua, e da DTC Engenharia. Acreditamos ser este o nosso grande desafio: garantir que a sociedade possa continuar desfrutando de toda a qualidade de vida que a indstria pode oferecer, pela utilizao da melhor tecnologia e pela incorporao dos cuidados necessrios para a preservao do meio ambiente. Esta mais uma contribuio da Fiesp/Ciesp para o crescimento sustentado da indstria, em harmonia com o meio ambiente e oferecendo crescente gerao de empregos qualificados. Horacio Lafer Piva Presidente da Fiesp/Ciesp

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Em decorrncia de uma relativa abundncia de gua, nunca houve uma grande preocupao do setor industrial com este insumo, com exceo dos setores que se utilizam de gua como matria-prima ou com influncia direta sobre o produto final. Atualmente, com o surgimento de problemas relacionados escassez e poluio de gua nos grandes centros urbanos, comea haver um maior interesse por parte de vrios setores econmicos pelas atividades nas quais a gua utilizada, o que tambm motivado pelas recentes polticas federais e estaduais sobre o gerenciamento dos recursos hdricos. O novo arcabouo legal, tendo por objetivo garantir gua na quantidade e qualidade necessrias para a atual e futura geraes, introduziu como um de seus principais instrumentos a cobrana pelo uso da gua. O resultado da implantao dessa cobrana vai representar um aumento nos custos de produo para o setor industrial, o qual enfrentar dificuldades em termos competitivos, especialmente no atual cenrio econmico, uma vez que no poder repassar estes custos para seus produtos finais. Esta situao tem conduzido muitas indstrias busca por um novo modelo para o gerenciamento da gua em seus processos, considerando novas opes e solues que impliquem em autonomia no abastecimento de gua e racionalizao no seu consumo, onde o reso se torna no apenas uma forma de garantir seu crescimento, mas at mesmo uma questo de sobrevivncia. Esta publicao, ao concretizar uma ao aprovada pela Cmara Ambiental da Indstria Paulista que estabeleceu a necessidade de elaborao de um manual sobre a conservao e o reso de gua, objetiva oferecer subsdios para que o setor produtivo possa contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento sustentvel do nosso pas. Pretende, outrossim, ser apenas a primeira de uma srie, cujos volumes futuros devero ser especficos para os principais segmentos industriais que utilizam este precioso insumo de forma mais intensiva, tais como o de papel e celulose, siderrgico, qumico, petroqumico, construo civil, alimentos e bebidas, dentre outros. Angelo Albiero Filho Diretor Titular do Departamento de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentvel da Fiesp/Ciesp

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A gua um insumo essencial maioria das atividades econmicas e a gesto deste recurso natural de suma importncia na manuteno de sua oferta em termos de quantidade e qualidade. Atitudes proativas so fundamentais, nesse sentido, pois apesar da aparente abundncia de recursos hdricos no Brasil (14% das guas doces do planeta e 53% do continente sul americano), sua distribuio natural irregular nas diferentes regies do Pas. Foi pela carncia de instrumentos de gesto que conflitos entre usurios se instalaram em algumas bacias hidrogrficas brasileiras at o final do sculo XX, situao que est sendo revertida com a implementao do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hdricos - SINGREH. Trata-se de fato importante, uma vez que o cenrio que se apresenta o de crescimento urbano-industrial e agrcola que certamente ser acompanhado pelo aumento da demanda de gua. Sendo o setor industrial um importante usurio de gua, fundamental que seu desenvolvimento se d de forma sustentvel, adotando prticas como o uso racional e eficiente da gua.As garantias de quantidade e qualidade de gua em nossos mananciais, as quais permitiro novos investimentos, expanso da produo industrial e gerao de emprego e renda, s podero ser conseguidas por meio de um amplo esforo do poder pblico, dos usurios e da comunidade em torno da gesto participativa, descentralizada, harmnica e racional das guas no mbito dos Comits de Bacias. As federaes e associaes de indstrias tm um importante papel no processo de mobilizao e representao dos seus filiados nos Comits. imperativo destacar os avanos alcanados pela FIESP no Estado de So Paulo e o seu pioneirismo na elaborao deste Manual, que muito contribuir na conscientizao dos usurios industriais sobre o uso racional da gua. A ANA se sente gratificada em ter colaborado na elaborao do Manual, que representar o marco referencial de uma srie de aes institucionais que pretendemos realizar em parceria com as federaes e associaes de industriais no Brasil. Vale salientar que misso da ANA incentivar o desenvolvimento de aes que preconizem a conservao e racionalizao de uso da gua e esta poltica que vem sendo implementada. Jerson Kelman Diretor-Presidente Agncia Nacional de guas

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SUMRIO1. INTRODUO ...................................................................................................15 2. OBJETIVOS........................................................................................................19 3. DEFINIES E ABREVIATURAS ......................................................................21 4. IMPORTNCIA DA CONSERVAO E RESO DA GUA.............................23 4.1. 4.2. 4.3. Os Principais Usos da gua na Indstria........................................23 Requisitos de Qualidade da gua ...................................................26 Indicadores de Consumo de gua das Indstrias .........................29

5. PROGRAMAS DE CONSERVAO E RESO DE GUA ...............................30 5.1. 5.2. 5.3 5.4. 5.5. Conceituao .....................................................................................30 Benefcios Esperados........................................................................31 Condicionantes ..................................................................................31 Sistema de Gesto da gua.............................................................32 Responsabilidades do Gestor da gua ...........................................33

6. ASPECTOS LEGAIS DA CONSERVAO E RESO DE GUA .....................35 6.1. 6.2. 6.3. Introduo ..........................................................................................35 Outorga pelo Uso da gua...............................................................35 Cobrana pelo Uso da gua ............................................................36

7. ETAPAS DE DESENVOLVIMENTO DE UM PROGRAMA DE CONSERVAO E RESO DE GUA .......................................................38 7.1. 7.2. 7.2.1. 7.2.2. 7.2.3. 7.3. 7.3.1. 7.3.2. 7.3.3. 7.3.4. 7.3.5. 7.3.6. 7.4. 7.4.1. Introduo ..........................................................................................38 ETAPA 1: Avaliao Tcnica Preliminar ............................................39 Anlise Documental ..........................................................................39 Levantamento de Campo .................................................................40 Produtos .............................................................................................41 ETAPA 2: Avaliao da Demanda de gua......................................43 Perdas Fsicas ....................................................................................44 Adequao de Processos..................................................................44 Adequao de Equipamentos e Componentes ..............................46 Controle da Presso do Sistema Hidrulico ...................................46 Avaliao dos Graus de Qualidade da gua ..................................46 Produtos .............................................................................................47 ETAPA 3: Avaliao da Oferta de gua ...........................................47 Concessionria ..................................................................................48

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7.4.2. 7.4.3. 7.4.4. 7.4.5. 7.4.5.1. 7.4.5.2. 7.4.6. 7.5. 7.5.1. 7.6. 7.7.

Captao Direta .................................................................................49 guas Subterrneas..........................................................................50 guas Pluviais ...................................................................................50 Reso de Efluentes........