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Jornal Página Um Edição 2561

Text of 2561 Página Um

  • O jornal que Campos Gerais l

    CASTRO-PR, TERA-FEIRA, 14 E 15 DE JANEIRO DE 2014 * ANO XXIV * N 2561 CIRCULAO DIRIA www.paginaum.com

    NA REDAO : R$ 2,00

    DIRETOR / EDITOR: SANDRO ADRIANO CARRILHO

    JOVEM foi morto na regio do Santa Mnica, em Ponta Grossa

    Temporal ocorrido na ltima sexta-feira deixou pelo menos 150 casas alagadas em Castro. Durante aproxima-

    damente duas horas de chuva alguns bairros foram completamente tomados pela gua, famlias perderam mveis

    e outras esto abrigadas em casas de parentes. A Defesa Civil informou que entre os prximos dias deve buscar

    recursos junto ao Estado e Governo Federal para ajudar as famlias afetadas. O prefeito Reinaldo Cardoso e

    secretrios municipais tambm visitaram algumas famlias e afirmaram que o Municpio deve fazer a limpeza

    imediata dos bueiros, alm de elaborar projeto para novo sistema de drenagem. pgina 5

    AssistnciaSocial recebedois carros novos

    PREFEITO Braz, de Arapoti,entrega as chaves do automvel

    Roberto Soares

    A Prefeitura Munici-

    pal de Castro deve, ain-

    da nesta semana, abrir

    processo licitatrio para

    contratao de empresa

    responsvel pela reforma

    do telhado do Museu do

    Tropeiro. A Prefeitura

    deve investir perto de R$

    119 mil na obra, com

    recursos prprios. O te-

    lhado a parte do Mu-

    seu do Tropeiro mais afe-

    tada pela ao do tempo,

    com inmeras goteiras.

    pgina 5

    Prefeituraassumereforma doMuseu doTropeiro

    Divulgao

    Divulgao / Patrcia Lucini

    Divulgao

    Divulgao

    NO LEGISLATIVO

    Autonomia foi destacada

    Os Centros de Referncia em

    Assistncia Social (CRAS) e o

    Conselho Tutelar de Arapoti agora

    possuem um carro novo cada

    um. O primeiro foi adquirido com

    recursos do Bolsa Famlia, e o se-

    gundo foi uma doao do Gover-

    no Federal. Para os CRAS foi

    comprado um veculo Gol zero

    quilmetro, no valor de R$ 38 mil.

    J o Conselho Tutelar foi contem-

    plado com um Plio Weekend,

    tambm zero quilmetro, no va-

    lor de R$ 40 mil. pgina 4

    Quatro pessoas morreram

    violentamente neste final de

    semana na regio dos Cam-

    pos Gerais. Dois jovens, sen-

    do um de 20 anos e outro de

    24, foram assassinados em

    Ponta Grossa e Telmaco

    Borba. A Polcia Civil investi-

    ga os crimes. No sbado, um

    jovem de 19 anos morreu afo-

    gado na represa do Alagado,

    em Ponta Grossa. Mesmo

    sem saber nadar, Teodoro

    Zuber se arriscou e entrou na

    gua. O corpo foi encontra-

    do no domingo (13). Em Irati

    um rapaz de 30 anos foi mor-

    to em consequncia de aci-

    dente de moto na BR 153.

    pgina 7

    O prefeito de Castro, Reinaldo Cardoso, o

    secretrio de Gabinete, Ricardo Cardoso Fi-

    lho, e o presidente da Cmara Municipal, Her-

    culano da Silva, avaliam como positiva a rela-

    o entre Executivo e Legislativo e a autonomia

    da Cmara durante o ano de 2013. Reinaldo

    EXCESSO DE CHUVA MOBILIZA A DEFESA CIVIL

    Paulo Silva

    Quatro mortes nofinal de semana

    Famlia castrensevive horas de terror

    ASSALTO

    Uma famlia que resi-

    de no Morada do Sol, em

    Castro, foi assaltada na

    manh de ontem (13).

    Trs indivduos entraram

    armados rendendo os fa-

    miliares, que foram amar-

    rados e agredidos. Trs mil

    reais, alm de cheques e

    um aparelho celular foram

    roubados. A PM fez

    patrulhamento na regio,

    mas no encontrou os cri-

    minosos. pgina 7

    Joo Paulo Cobbe

    NOS CASOSflagrados,o carto serconfiscado e omotorista pode serpreso por falsidadeideolgica

    Uso indevido do carto do idoso

    pode resultar em detenoA Coordenadoria Municipal

    de Trnsito (Comutran) tem

    detectado que as carteirinhas

    emitidas aos idosos para a isen-

    o do pagamento de estacio-

    namento nas reas da Zona Ver-

    de esto sendo, em muitos ca-

    sos, usadas de maneira

    indevida. Em algumas situa-

    es, alm de no ser o idoso

    quem est dirigindo, ele nem

    est junto com o motorista. pgina 5

    afirmou, inclusive, que a independncia do

    legislativo foi parte do seu discurso de posse e

    lamentou apenas a no aprovao da proposta

    de atualizao no Cdigo Tributrio, o que se-

    gundo o prefeito representa um atraso de um

    ano para o Municpio. pgina 3

    Duas aes de este-

    lionato foram aplicadas

    neste final de semana em

    Palmeira. O que chamou

    a ateno foi o fato de os

    criminosos tentaram se

    passar por policiais mili-

    tares. pgina 7

    Estelionatriosse fazempassar por PMs

    HERCULANO: autonomia vista como positiva REINALDO: independncia foi parte de seu discurso

    150 casas alagadas150 casas alagadas

  • 2 TERA-FEIRA, 14 E 15 DE JANEIRO DE 2014

    ENCHENTE: O VELHO E TRGICO PROBLEMA CONTINUA Parecem no ter soluo os problemas cau-

    sados populao a cada vez que a chuva vem com um pouco mais de fora. Invariavelmente, a gua chega nas residncias e famlias, espe-

    cialmente as mais carentes que moram nas periferias, perdem o pouco que possuem. A, os governos federal e estadual gastam milhes em recursos para "remediar" a situao, mas no

    tomam providncias concretas para evitar as enchentes e suas consequncias devastadoras. como aquele mdico que inadvertidamente trata a dor, sem se preocupar com a sua causa.

    E os recursos aplicados em mveis, roupas e cobertores para as vtimas, mais matria prima e equipamentos para reconstrues so maiores do que o que poderia ser gasto em preveno.

    EDITORIAL

    Ndia Luciane de Souza Hermann, 36, costureira em Blumenau (SC) Por que as escolas pblicas, principalmente as municipais, esto to abando-nadas? De que adianta ter uma boa equipe gestora se no temos recursos municipais, muito me-nos ajuda e presso do governo federal? Nossas crianas no tm espao para atividades de educa-o fsica, sendo que a matria obrigatria.

    Presidenta Dilma Ndia, as escolas pblicas do ensino infan-til, fundamental e mdio so de responsabilidade dos municpios e dos Estados, mas o governo federal oferece forte apoio para ajudar os prefeitos e governado-res a cumprir esta tarefa consti-tucional de oferecer a educao bsica. Alm de complementar os recursos do FUNDEB Fun-do Nacional de Desenvolvimento da Educao Bsica, realizamos vrios investimentos em infraes-trutura fsica de educao. Te-mos um programa de construo de creches e pr-escolas por todo o Brasil, que, nos ltimos trs anos, j entregou 1.267 uni-dades. Esto em obras 3.102 e 1.950 sero contratadas at o final deste ano. O Programa Di-nheiro Direto na Escola (PDDE) destinou R$ 2,38 bilhes s em 2013 para as prprias escolas investirem na melhoria e conser-vao da sua estrutura fsica e tambm na melhoria da gesto. Tambm inclumos recursos no Programa de Acelerao do Crescimento PAC para a cons-truo de 6.116 novas quadras esportivas em escolas pblicas estaduais e municipais e para a cobertura de outras 4.000 qua-dras j existentes. Em Blumenau, j foram aprovadas a construo de duas quadras e a cobertura de outras cinco j existentes. Tam-bm aplicamos recursos para as escolas fazerem obras de aces-sibilidade, bibliotecas; e instalar computadores e banda larga nas escolas. Ndia, a educao uma prioridade absoluta de meu governo, por isso estamos reali-zando investimentos para garan-tir o acesso de todos a escolas de qualidade, em todos os nveis, da creche universidade. Com os recursos do pr-sal que destina-remos para a educao, podere-mos fazer ainda mais.

    Presidenta, no ensino supe-rior, quais so as opes dadas aos nossos jovens? Tambm existe apoio federal para quem vai cursar uma universidade pri-vada? (*)

    Presidenta Dilma Nossos jovens tm todo o apoio do go-

    verno federal para cursar o ensino superior, tanto nas universidades pblicas e nos institutos federais, quanto em instituies privadas. Nesta semana, por exemplo, mais de 2,5 milhes de estudantes de todo o Brasil que se inscreveram no Sisu Sistema de Seleo Unificada esto acompanhando com ateno o resultado, para saber se conseguiram uma en-tre 171,4 mil vagas distribudas em 4.723 cursos de graduao, em 115 universidades pblicas e institutos federais e estaduais de educao. A seleo do Sisu feita com base na nota que o estudante tirou no Enem, o Exa-me Nacional do Ensino Mdio, oferecido em todo o Brasil.

    Os jovens tm outras por-tas de entrada para o ensino superior, alm do Sisu. Por exemplo, o ProUniPrograma Universidade para Todos con-cede bolsas integrais ou parciais em faculdades particulares a es-tudantes de baixa renda com boa classificao no Enem. As inscri-es para o ProUni comearam em 13 de janeiro e continuaro abertas at 17 de janeiro, nesta sexta-feira, com a oferta de 190 mil vagas para quem estudou em escola pblica e pertence a fam-lia com renda mensal de at trs salrios mnimos por pessoa. Mais de 1,2 milho de jovens nos ltimos anos j estudaram com o ProUni. Outra porta de entrada para o ensino superior o FiesFundo de Financia-mento Estudantil, no qual o aluno pode financiar, com juros baixos e por prazos longos, as mensalidades do curso superior em uma universidade particular. Mais de 1,1 milho de estudan-tes j assinaram o contrato do Fies somente no meu governo. Em todos os casos, o estudante precisa ter feito o Enem, que hoje o principal instrumento pa-ra acesso educao superior em nosso pas. Boas notas no Enem valem para a classificao no Sisu para a bolsa do ProUni, para o financiamento do Fies, e para a seleo do Pronatec e do Cincia sem Fronteiras.