( † )( † *† - pcc.usp.br .integrado de veda§µes verticais estruturadas, aplicadas em conjunto

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de fachadas-cortina com placas de grs porcelanato1, procurando demonstrar que sua implantao deve ser acompanhada necessariamente da adequao necessria realidade das obras brasileiras, devendo-se desenvolver uma metodologia de gesto e controle do processo de produo, definio dos aspectos de comercializao e garantia de desempenho.

25(9(67,0(172(;7(51212$'(5,'2)$&+$'$&257,1$Os revestimentos verticais aqui estudados (chamados de FODGGLQJ em ingls) so parte integrante da vedao externa da edificao, podendo ser constitudos de quaisquer materiais durveis, como os painis de alumnio composto ou ao inoxidvel, placas ptreas e cermicas e at alvenaria de tijolos as chamadas FDYLW\ZDOO. Estes revestimentos tm como principal funo proteger as vedaes e a estrutura contra a ao de agentes agressivos, evitando a degradao precoce das mesmas, aumentando sua durabilidade e reduzindo os custos de manuteno dos edifcios.

Os revestimentos auxiliam ainda a vedao a cumprir suas funes, quais sejam: isolamento trmico e acstico, estanqueidade gua e aos gases, bem como na segurana ao fogo. tambm funo dos revestimentos contribuir com a valorizao esttica da edificao, auxiliando, portanto, na determinao do padro arquitetnico do edifcio.

Medeiros (1999) afirma serem os revestimentos tradicionalmente utilizados na indstria da construo civil brasileira, aqueles que trabalham completamente aderidos base ou substrato e, por isso, denominados genericamente de aderidos, como os revestimentos de argamassa de cimento e cermicos, por exemplo.

Os revestimentos no aderidos, objetos deste trabalho, so aqueles fixados base ou substrato com o auxlio de componentes mecnicos, sejam estes compostos por uma subestrutura auxiliar ou por insertos, parafusos, entre outros tipos de dispositivos.

)$&+$'$&257,1$A fachada-cortina propriamente dita tratada pela normalizao brasileira atravs da TB 354 (1989) e definida como FDL[LOKRVLQWHUOLJDGRVHHVWUXWXUDGRVFRPIXQomRGHYHGDomRTXHIRUPDPXP VLVWHPD FRQWtQXR GHVHQYROYHQGRVH QR VHQWLGR GD DOWXUD GD IDFKDGD GD HGLILFDomR VHPLQWHUUXSomR SRU SHOR PHQRV GRLV SDYLPHQWRV. No contexto do presente trabalho, adotar-se- o termo IDFKDGDFRUWLQD para designar:

XP VLVWHPD IRUPDGR SRU SODFDV RX SDLQpLV IL[DGRV H[WHUQDPHQWH j EDVHVXSRUWH GR HGLItFLR SRU XPD VXEHVWUXWXUD DX[LOLDU FRQVWLWXLQGRVH QRUHYHVWLPHQWRH[WHUQRRXQDYHGDomRYHUWLFDOH[WHULRUGHXPDHGLILFDomR

A cmara de ar da fachada-cortina (FDYLW\em ingls), pode ser projetada de forma a ser estanque ou ventilada. Esta cmara a principal responsvel pelo desempenho higrotrmico da vedao, promovendo a interrupoda capilaridade e formando um espao livre para a drenagem da gua por gravidade.

1 Pa ra maior fac ilidade, tra ta r-se- daqui em d iante do termo Fac hada-c ortina c om Placas de Grs

Porc elana to , pela ab revia tura de FCGP.

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Quando projetada para ter sua cavidade permanentemente ventilada, a fachada-cortina auxilia tambm na remoo da umidade devido ao constante fluxo de ar.

Uma das primeiras definies de fachada ventilada pode ser encontratada no texto 'LUHFWLYHV&RPPXQHVSRXUO$JUHPHQWGHV)DoDGHV/pJHUHV, de 1968, do &HQWUH6FLHQWLILTXHHW7HFKQLTXHGX%kWLPHQW(CSTB), que a denomina como sendo a fachada que VHFRPXQLFDFRPRH[WHULRUDWUDYpVGH RULItFLRV TXH SRVVLELOLWHP XPD YHQWLODomR SHUPDQHQWH GH EDL[R SDUD FLPD. Neste trabalho, o termo fachada ventilada ser usado para denominar:

XPDIDFKDGDFRUWLQDGLPHQVLRQDGDGHWDOIRUPDDSHUPLWLUDUHPRomRGRDUDTXHFLGRQRLQWHULRUGDFkPDUDSHORFKDPDGRHIHLWRFKDPLQp

&/$66,),&$d2'$6)$&+$'$6&257,1$Para caracterizar bem as diversas tipologias de fachadas-cortina importante procurar inicialmente classific-las .

Na Tabela 1 as fachadas-cortina so classificadas segundo diversos critrios prticos teis para o entendimento deste trabalho.

7DEHOD&ODVVLILFDomRGDVIDFKDGDVFRUWLQD&ULWpULRGH&ODVVLILFDomR &DUDFWHUtVWLFDVGRVLVWHPD

montadas na obra: construdas no canteiro de obras que utilizam como suporte geralmente uma subestrutura metlica

3URFHVVRGHIDEULFDomRHPRQWDJHPpr-fabricadas: construdas em fbricas e transportadas para o local de sua

aplicao j prontas, onde so iadas com o auxlio de equipamentos especiais e presas estrutura do edifcio

por acoplamento oculto:

os dispositivos de fixao das placas no ficam expostos no revestimento acabado, sendo inseridos geralmente no tardoz da placa ou em sua borda, quando esta possuir espessura suficiente para tanto.

'LVSRVLWLYRVGHIL[DomRGDVSODFDVpor acoplamento visvel:

os clipes utilizados para prender as placas de revestimento ficam expostos.

por ancoragens pontuais ou diretas:

utilizam apenas insertos metlicos para ancorar as placas diretamente base de fixao 'LVSRVLWLYRVXWLOL]DGRVSDUDIL[DUDIDFKDGDDRHGLItFLR com o auxlio de uma

subestrutura auxiliar: a fixao das placas ao edifcio se d com o auxlio de uma subestrutura auxiliar de suporte

0DWHULDOHPSUHJDGRFRPRUHYHVWLPHQWR placas de alumnio composto; pele-de-vidro; placas ptreas; placas cermicas; ao inoxidvel, entre outros. )$&+$'$&257,1$&203/$&$6'(*56325&(/$1$72A produo do grs porcelanato teve incio nos anos 80, aps o desenvolvimento do processo de queima rpida (monoqueima ou biqueima) ocorrida nos anos 70 e 80, que causou uma profunda mudana no setor da indstria cermica (MENEGAZZO, 2000).

O grs porcelanato tornou-se ento o principal concorrente das placas ptreas para a execuo de fachadas-cortina nos pases do oeste europeu, apresentando as seguintes vantagens em relao a estas:

menor absoro de gua;

menor peso por unidade de rea;

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material homogneo (as placas ptreas devem ser escolhidas e separadas na jazida devido a apresentarem grande variedade de tonalidade e aspecto);

menor potencial de manchamento (devido alta absoro de gua e conseqente lixiviao de sais solveis para a superfcie, as placas ptreas apresentam manchamento quando expostas s intempries).

menor controle na recepo e na escolha para a aplicao;

maior perspectiva de durabilidade.

A FCGP utiliza-se normalmente de subestruturas de perfis de alumnio, fixadas parede de vedao e aos elementos estruturais por ancoragens regulveis, alm de dispositivos para promover o acoplamento das placas cermicas subestrutura auxiliar, podendo o sistema se distinguir em duas variantes principais pela forma de fixao: com acoplamento visvel e com acoplamento oculto,conforme ser discutido no item 3.6.4.

9$17$*(167e&1,&$6(&20(5&,$,6Pelo fato de haver a possibilidade de se promover a separao entre o revestimento e o substrato de fixao com a introduo de uma cmara de ar entre ambas as lminas, os revestimentos no aderidos podem propiciar uma srie de vantagens potenciais quando comparados aos aderidos, a saber :

quando a cmara for projetada como ventilada, as correntes convectivas de ar atuam como isolantes trmicas entre o exterior e as paredes do edifcio, eliminando assim as pontes trmicas;

diminuio potencial no consumo de energia para o condicionamento do ar no interior do edifcio;

diminuio potencial dos efeitos da dilatao trmica da estrutura do edifcio;

melhoria potencial dos problemas de condensao;

melhoria no isolamento acstico;

diminuio sensvel de problemas de infiltrao de gua;

facilidade de manuteno.

menor dependncia da habilidade do operrio (sistema de montagem industrializado);

alta produtividade potencial;

reduo nas etapas de controle de recebimento de materiais e produo;

reduzidos ndices de incidncias patolgicas.Por outro lado, todavia, algumas limitaes importantes podem ser enumeradas. Elas so muito dependentes do grau de racionalizao que se incorpora ao sistema e podem torna-lo mais ou menos competitivo, tanto do ponto de vista tcnico, como econmico, destacando-se:

ausncia de normas de desempenho e de requisitos de desempenho que facilitem o processo de projeto;

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necessidade de mo-de-obra qualificada e treinamento;

dependncia de mudanas organizacionais nos processos de gesto do empreendimento e da produo;

pouca diversidade de complementos e acessrios adequados ao mercado brasileiro;

exigncia de projeto especfico, bem detalhado e que defina o processo de montagem;

custos elevados.

A escolha dos diversos sistemas construtivos a serem aplicados em determinado empreendimento deve levar em considerao aspectos tcnicos, mercadolgicos e de custo. Para se fazer uma escolha deve-se compreender as caractersticas principais, as exigncias de cada tecnologia inovadora, as suas deficincias e limitaes.

6LWXDo}HVGHDSOLFDomREm virtude de esses sistemas terem por caracterstica a flexibilidade, sua aplicao pode se dar tanto em edificaes trreas quanto em edifcios de mltiplos pavimentos.

Essa soluo construtiva pode ser empregada como revestimento de paredes ou como sistema integrado de vedaes verticais estruturadas, aplicadas em conjunto com placas de cimento reforado com fibra de vidro (GRFC), chapas de fibro cimento e painis EODFNERDUG, entre outros. Neste caso, a fachada-cortina pode ser caracterizada como uma